No último dia!

Hoje vivendo o último dia do ano mais diferente que vivemos em nossa geração. Estamos terminando mais um ano.

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Um ciclo que termina no último dia do ano

Terminamos mais um ciclo em nossas vidas. Algo que teremos dificuldade para explicar para as novas gerações. Momentos incríveis. Indescritíveis.

Ano atípico, desde a repetição de dois 20, até um ano que se iniciou em março e terminou em abril. Foi muito rápido. Ao mesmo tempo o mais demorado de todos.

Vivemos o mais longo final de ano da história, foram longos 9 meses.

Planos, projetos, sonhos, foram deletados. Assim de-le-ta-dos.

Último dia de um ano sem backup

Não queremos guardar nada deste ano. Estamos tentando apagar a meses.

Temos fotos, vídeos e áudios. Da solidão. Das despedidas. Dos últimos abraços e das últimas esperanças.

Jamais imaginei estar escrevendo esta descrição. Porque neste último dia, sempre conseguimos lembrar dos nossos melhores momentos ou dos nossos feitos. Nos orgulhamos disso. Este não! Nada.

Último dia! Últimas horas

Vivemos as últimas horas com algumas pessoas próximas. Depois sem se despedir, se foram.

Vimos seus tempos terminarem. Vivenciamos suas últimas horas. Foram seus últimos sopros.

Foram rápidos, sem tempo para dizer adeus.

Vivemos o final de muitas histórias de vida. Sem que seus sonhos fossem concluídos. Não conseguimos nem guardar suas lembranças.

No último dia do ano não me lembro mais

Não me lembro do toque das suas mãos. Eu lavei com álcool em gel.

Agora não sinto nem o seu perfume. Nem me lembro dele. Não pudemos nos aproximar.

Não me lembro do seu sorriso.

Mas, me lembro dos seus olhos!

Notícias do último dia!

Não quero ouvir ou ver notícias repetitivas. Sem novidade. Sem que traga algo que construa um sentimento de persistência.

Quero ouvir boas notícias. Onde elas estão? Quem vai me contar?

Nunca ouvi falar tanto de morte.

Sinto falta das notícias que trazem vida!

Um inimigo invisível que nos apavora

Lutamos contra um inimigo que todos os dias nos apresenta o medo como sua melhor arma.

Medo de falar com alguém face-a-face, ou "máscara-a-máscara".

Aprendemos a ter medo de abraçar. De visitar. De tocar em alguém. de fazer ou receber carinhos. Até de beijar.

Antes só ...

Aprendemos a viver um velho ditado: "antes só do que mal acompanhado!"

Viver isolado para o bem da comunidade.

Somos contaminadores de medo e terror, da mesma forma que fugimos dos nossos amados e queridos, porque também são iguais a nós.

Nós somos perigosos para nós mesmos. Nós somos os nossos inimigos.

Dias diferentes

Vimos um dia diferente, um feriado que tudo poderia ser feito. Só um dia isso poderia acontecer. No dia das eleições. Único dia que tudo pode.

Dias diferentes. Tempos diferentes. Dentro de casa.

Ver o sol nascer e se por na mesma janela. Ver as estrelas nos dias de insônia. Nas noites estreladas, ouvimos os choros que estão atrás das janelas.

Que cenário triste. 

Dias inéditos

Vivemos algo que não dá para reviver, porque existiu num contexto em que não fomos ensinados a viver. E, não faremos nenhum esforço para lembrar ou reviver.

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Há esperança!

Derville Imóveis

Desejamos o tempo todo e de todo o coração com lágrimas, com saudades de muita gente, com a falta dos abraços, com dor na alma, com vazios, com vozes em áudios e ou raras imagens para um Feliz Ano Novo!

Um feliz, não tão alegre, com poucos e gentis sorrisos … mas, com muita muita muita esperança!

Deus lhes abençoe muito

Derville
Derville Imóveis