Copa 2014: Espanha e Holanda

A revanche chegou e com uma goleada impiedosa

Fonte: FIFA.com

Que início para o Grupo B da Copa do Mundo da FIFA! Espanha e Holanda, finalistas da África do Sul 2010, se encontraram em Salvador e a Arena Fonte Nova teve o privilégio de assistir a uma partida simplesmente incrível, com gols, emoção e uma virada impiedosa. Desta vez, a festa fez-se em tons de laranja e a campeã do mundo foi atropelada.

Johanesburgo consagrou a Espanha como campeã mundial pela primeira vez, mas Salvador pode ser o primeiro capítulo para uma nova história. É que a Holanda conseguiu a revanche que desejou e sonhou ao longo de quatro anos, com uma goleada por 5 a 1 sobre La Roja de Vicente del Bosque.

Para ter uma noção da importância do resultado desta sexta-feira, 13 de junho, basta dizer que os espanhóis não sofriam cinco gols num só jogo desde que foram derrotados pela Escócia. Quando? No dia 13 de junho de 1963! Parece coisa do destino, realmente.

E se, precisamente 51 anos depois, a Arena Fonte Nova viu seis gols, a verdade é que podia facilmente ter visto oito, nove ou 10, tantas foram as chances criadas. Um show de futebol de ataque na primeira capital do Brasil.

Quando o primeiro gol chegou, aos 27 do primeiro tempo, num pênalti convertido por Xabi Alonso para a Espanha, já os torcedores tinham visto Wesley Sneijder, Diego Costa e David Silva desperdiçarem excelentes oportunidades. Mas havia tempo para mais. Muito mais, aliás.

Voo para a vitória
A Espanha estava em vantagem e a estrela de campeã do Mundo que tem no uniforme não deixava imaginar o que estava para acontecer. Bem em cima do intervalo, Daley Blind lançou longo nas costas da zaga espanhola, onde surgiu Robin van Persie para: acertou um inesperado peixinho e encobriu Cassilas, tornando-se o primeiro – mas não seria o único – holandês a marcar em três Copas do Mundo.

Os primeiros 45 minutos já teriam valido a pena para os torcedores, mas havia muito mais para se ver. A chuva chegou a Salvador e afogou por completo os atuais campeões.

Oito minutos do segundo tempo e a virada estava completa. Daley Blind, lateral esquerdo, assinou a segunda assistência e, desta vez, foi Arjen Robben quem recebeu, passou por Piqué e marcou 2 a 1.

Tempo para a reação espanhola? Nada disso. Tempo para ver Van Persie acertar uma bomba no travessão e fazer tremer Iker Casillas que, aos 19 minutos, foi buscar a bola ao fundo do gol pela terceira vez, após De Vrij só ter de encostar após uma falta lateral.

O azar do número 1
O goleiro espanhol sempre foi sinônimo de segurança e confiança, mas esta sexta-feira dia 13 também ele teve azar e… algo mais. Aos 27, falhou uma recepção de bola após atraso de um companheiro e ofereceu o segundo da noite a Van Persie.

Para não ficar atrás do atacante do Manchester United, Robben também quis anotar seu segundo e marcar pelo terceiro Mundial consecutivo. E que gol! Em contra-ataque, disparou feito uma bala do meio-campo, fintou Sérgio Ramos, deitou Casillas no gramado e atirou para um resultado histórico.

A Holanda enche o peito e parte para a segunda rodada cheia de confiança. E a Espanha? Pode só respirar fundo, lamber as feridas e pensar que em 2010 também começou a Copa do Mundo com uma derrota – contra a Suíça – e só parou com o troféu nas mãos. Será que dá para repetir?

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