Caixa: Novidades para 2019

Notícias do Mercado Imobiliário

Novo presidente da Caixa diz que juros do crédito habitacional para classe média serão os de mercado

‘Quem é classe média tem de pagar mais. Ou vai buscar no Santander, Bradesco, Itaú’, afirmou Pedro Guimarães após tomar posse em cerimônia no Palácio do Planalto.
Por G1 — Brasília

07/01/2019 18h51 Atualizado há 2 horas

O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, durante cerimônia de posse no Palácio do Planalto — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, durante cerimônia de posse no Palácio do Planalto — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, durante cerimônia de posse no Palácio do Planalto — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou nesta segunda-feira (7), após cerimônia de posse no Palácio do Planalto, que a classe média terá de pagar juros de mercado para o financiamento habitacional.

Segundo ele, serão juros maiores do que os oferecidos nas operações do Minha Casa Minha Vida, programa habitacional que conta com juros subsidiados para a população de baixa renda.

“Se hoje você tem zero de empréstimo para pessoas de classe média, não vão ser os juros do Minha Casa Minha Vida. Quem é classe média tem de pagar mais. Ou vai buscar no Santander, Bradesco, Itaú. E vai ser um juros de mercado [na Caixa Econômica Federal]. A Caixa vai respeitar os juros de mercado”, afirmou.
O novo presidente da Caixa também disse que vai “vender” até R$ 100 bilhões em operações de crédito imobiliário que a instituição possui aos agentes do mercado como forma de obter mais recursos.

Esse tipo de operação é conhecida como “securitização”, uma prática que consiste em agrupar esses ativos, convertendo-os em títulos que podem ser negociados no mercado de capitais.

“A Caixa vai passar a ser uma originadora de crédito imobiliário, mais do que reter no balanço. Esse é um tempo de anos. Não vai acontecer em dois, três, quatro anos. O objetivo nos próximos dez anos é que a Caixa passe a originar 70% do crédito, mas venda uma parte relevante. É assim que é salutar”, declarou.

Mercado imobiliário: vendas estáveis e alta nos lançamentos em setembro de 2018

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O MERCADO IMOBILIÁRIO NACIONAL APRESENTOU ALTA NOS LANÇAMENTOS E ESTABILIDADE NAS VENDAS NO MÊS DE SETEMBRO

O mercado imobiliário nacional apresentou alta nos lançamentos e estabilidade nas vendas no mês de setembro. Já ao longo do ano, o setor acumula crescimento, de acordo com pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) feita em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).

Os lançamentos em setembro de 2018 totalizaram 15.574 unidades, alta de 60,9% na comparação com o mesmo mês de 2017. No acumulado de janeiro a setembro deste ano, os lançamentos totalizaram 66.578 unidades, aumento de 28,5% frente ao mesmo período do ano passado.

O crescimento do mercado no mês foi puxado pelo segmento de imóveis populares, enquadrados no Minha Casa Minha Vida (MCMV), onde os lançamentos totalizaram 14.456 unidades, uma alta de 76,6%. Por sua vez, o segmento de imóveis de médio e alto padrão alcançou 1.118 unidades, baixa de 7,5%.

Vendas

As vendas líquidas (já descontados os distratos) de imóveis novos em setembro totalizaram 7.046 unidades, uma leve queda de 0,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já no acumulado de janeiro a setembro deste ano, as vendas líquidas totalizaram 61.650 unidades, expansão de 19,3%.

Setembro

No mês de setembro, as vendas dentro do MCMV foram de 5.275 unidades, alta de 4,5%. E no segmento de imóveis de médio e alto padrão, as vendas chegaram a 1.631 unidades, queda de 19,7%.

Distratos

Os cancelamentos de vendas (distratos) consolidados totalizaram 1.818 unidades em setembro (baixa de 42,3%) e chegaram a 21.358 unidades no ano (queda de 18,4%).

Estoque

No fim de setembro, o mercado imobiliário contava com 124.556 unidades novas disponíveis para venda, montante 2,8% maior do que o registrado um ano antes. Considerando o ritmo atual de vendas, seriam necessários 16,1 meses para liquidar esse estoque.

Os dados da pesquisa

Os dados da pesquisa abrangem imóveis novos (na planta, em obras e recém-construídos) dos segmentos residencial, comercial e loteamentos, de 20 empresas associadas à Abrainc, com atuação espalhada pelo País e concentração na Região Sudeste.

FONTE: ESTADO DE MINAS

Boom imobiliário: O que se espera de 2019 para o mercado imobiliário no Brasil

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‘Nada vai segurar o boom imobiliário’

Sem surpresas negativas na economia em 2019, empresário espera um novo ciclo de crescimento para o setor

Entrevista com Elie Horn, presidente do conselho de administração da Cyrela

Fonte: Circe Bonatelli, O Estado de S.Paulo |  28 Novembro 2018 | 04h00

Passada a fase mais dura da crise que derrubou a construção civil, um dos empresários mais emblemáticos do setor vê a aproximação de um “novo boom imobiliário” no País. “Só gostaria que esse boom não fosse tão grande quanto no passado”, diz o fundador e presidente do conselho de administração da Cyrela, Elie Horn. Ele acredita que, com a retomada da economia e com uma solução para a devolução de imóveis, que está em fase final de tramitação no Congresso, o setor vai viver uma virada de mesa a partir do ano que vem.

A companhia já sente os efeitos da recuperação do País e acumula em torno de R$ 800 milhões em vendas de outubro a novembro de 2018. “Há muito tempo não tínhamos esse sabor. É muito gostoso ter clientes na porta, vender e assinar contratos”, diz o empresário de 74 anos. A incorporadora lançou neste ano uma nova marca, a Vivaz, com foco em empreendimentos populares, dentro do programa federal de habitação Minha Casa Minha Vida, que deve responder por 30% dos novos projetos nos próximos cinco anos.

O otimismo de Horn com o setor se estende ao futuro governo, cuja equipe econômica ele classifica como “sensacional”. O empresário é próximo do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, com quem chegou a fazer negócios. Os dois investiram juntos, há cerca de dois anos, na criação da Hospital Care, empresa voltada para a compra e administração de hospitais no País. Os aportes foram feitos pelo fundo Abaporu, da família Horn, e pela gestora Bozano Investimentos, da qual Guedes era sócio e de onde agora está se desligando para assumir o cargo público a partir de janeiro.

Embora continue indo diariamente à Cyrela, Horn se afastou das tarefas executivas do dia a dia e passou o bastão da presidên‘Nada vai segurar o boom imobiliário’ Sem surpresas negativas na economia em 2019, empresários da construção civil esperam um novo ciclo de crescimento para o setor.cia para os filhos Raphael e Efraim. Ele está fazendo um tratamento contra o Mal de Parkinson, doença que o acomete há quase seis anos. Mas a maior parte do seu tempo está voltado para a prática do judaísmo, da filantropia e para reuniões com outros empresários em busca de doações para causas sociais.

Em parceria com Rubens Menin, controlador da MRV, Horn lançou neste mês a ONG Bem Maior, que atuará na conscientização e na mobilização da sociedade civil para fomentar ações sociais. A meta do movimento é dobrar a participação das doações empresariais em relação ao PIB brasileiro nos próximos dez anos, passando de 0,2% para 0,4%. O próprio empresário está puxando a fila, e já anunciou o compromisso de doar em vida 60% de sua fortuna estimada em R$ 3 bilhões para caridade. A seguir, trechos da entrevista.

Qual sua expectativa para o País em 2019?

Estou animadíssimo. A equipe técnica do governo é muito boa, a equipe econômica é sensacional. Acho que estamos vivendo uma virada. Nos últimos dois meses, temos visto muitos lançamentos e muitas vendas. Os números são muito bons. Tudo nos leva a crer que teremos ótimos quatro anos.

O sr. acredita que o governo tem capacidade de colocar em prática as reformas e acelerar o crescimento da economia?

O governo depende da economia. Ele não tem como se sustentar sem um bom resultado da economia. E como a equipe técnica é muito boa, acredito que vai dar certo.

A melhora esperada para o País vai chegar de modo relevante ao setor imobiliário?

Com certeza. O setor imobiliário depende do País. Se o País vai bem, o setor também irá.

O sr. planeja crescimento das operações da Cyrela no próximo ano?

Se Deus quiser, vai ter crescimento. O último bimestre está indo muito bem. Vendemos em torno de R$ 800 milhões neste bimestre de outubro a novembro. Há muito tempo não tínhamos esse sabor. É muito gostoso ter clientes na porta, vender e assinar contratos.

E como estão os efeitos dos distratos?

O distrato é uma tristeza econômica, política e até moral, pois não é normal que o vendedor receba o apartamento de volta depois de vendido. O incorporador toca as obras com o valor recebido das vendas. Se tem de devolver o dinheiro do apartamento, como fica? A empresa morre. Só sobrevivemos por milagre. Temos um caixa sólido e bom planejamento, mas muitas empresas não sobreviveram.

O sr. ficou satisfeito com o teor da lei dos distratos? O projeto aprovado na semana passada no Senado, e que agora segue para a Câmara, prevê multa de até 50% para o comprador do imóvel que optar pela rescisão do negócio. Até então, a multa era decidida por juízes e oscilava entre 10% e 25%.

Se for aprovado, sim (risos).

Se a lei de distratos for mesmo aprovada, quais seriam as consequências imediatas para o setor?

Nós aumentaríamos os investimentos imobiliários. A regulamentação destrava decisões de investimento ao se gerar mais confiança e garantias. É uma virada de mesa. Daria início a um novo ciclo para o setor. Após superados anos de crise e com os distratos resolvidos, não tem mais nenhum problema que irá segurar o boom imobiliário. Só gostaria que esse boom não fosse tão grande quanto no passado. Nós crescemos 100% ao ano por dois anos seguidos lá trás. Isso foi muito indigesto.

Os problemas desse crescimento exagerado afetam o balanço da empresa ainda hoje. Isso está superado?

Infelizmente tivemos problemas do passado com sócios e empreendimentos locais (fora de São Paulo, local de origem da Cyrela), que mexeram com os resultados da empresa. Espero que não tenhamos mais surpresas negativas. E também tivemos muitos distratos, que afetaram os resultados. Foram R$ 9 bilhões de imóveis em distratos nos últimos cinco a seis anos, isso é uma fortuna. Uma empresa só aguenta isso se for muito bem preparada financeiramente. Acho que a partir de 2019, sem mais surpresas negativas, iremos entrar em resultados positivos por muito tempo.

Como a Cyrela vai se posicionar nesse potencial ciclo de crescimento?

Temos de vender bastante e aproveitar todas as faixas do mercado possíveis. Erramos ao atrasar a entrada no Minha Casa Minha Vida, mas finalmente entramos. Esse mercado é a cara do País. Até alguns poucos meses atrás, as únicas empresas do setor que ganhavam dinheiro eram aquelas que estavam no Minha Casa.

Há segurança de que o novo governo dará continuidade ao Minha Casa Minha Vida?

O Minha Casa e o Bolsa Família sustentam uma grande parte da população. São dois projetos que não devem cair. E quem não fizer o Minha Casa corre o risco de ficar alienado, porque o programa já responde por mais da metade do mercado. Olhando o futuro da Cyrela nos próximos cinco anos, acreditamos que os lançamentos do Minha Casa sejam em torno de 30%, enquanto os projetos de médio e alto padrão, 70%. Mas isso pode variar.

O sr. criou uma nova ONG. Qual o objetivo dela?

Ela se chama Bem Maior e engloba um conjunto de dez causas, como combate à pobreza, defesa do meio ambiente, ataque à corrupção na política, auxílio aos idosos, e assim por diante. A ideia é promover a cultura da doação e cutucar o povo brasileiro a doar mais. Nossa meta é multiplicar por dois o PIB social brasileiro, de 0,2% para 0,4%. Já temos uma presidente para a ONG, que é a Carola Matarazzo. Ela foi presidente da Liga das Senhoras Católicas por 18 anos, tem muita experiência. Quem não doa dinheiro, não doa dedicação de si, não doa o que puder, vai sofrer na alma. O dinheiro foi feito para gerar prosperidade. A lei de Deus é dar, não só guardar.

IGMI-R OUTUBRO 2018

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IGMI-R OUTUBRO 2018

O IGMI-R/ABECIP teve uma variação positiva de 0,08% em outubro, ligeiramente inferior à observada em setembro (0,10%). A taxa de variação acumulada em 12 meses subiu para 0,70%, completando cinco meses de aumentos consecutivos. Entre as nove capitais cobertas pelo IGMI-R/ABECIP, Recife foi a única com retração de preços nominais dos imóveis residenciais em outubro. Na perspectiva da variação acumulada em doze meses, apenas Recife e o Rio de Janeiro ainda apresentam variações nominais negativas.

IGMI-R OUTUBRO 2018: Comparações entre 2017 e 2018

Quando comparadas as variações acumuladas nos dez primeiros meses do ano em 2018 e 2017, o quadro é mais favorável para todas as capitais. Enquanto todas menos Curitiba tiveram quedas entre janeiro e outubro de 2017, apenas o Rio de Janeiro e Recife ainda apresentam variações nominais negativas nos preços dos imóveis residenciais no mesmo período de 2018. Ainda assim, deve-se ressaltar que nestes dois casos o ritmo de queda teve uma desaceleração, indicando uma tendência de estancamento das perdas nominais. Ainda sob a perspectiva das variações acumuladas em 12 meses, os destaques positivos ficam por conta de São Paulo, Porto Alegre, Salvador e Goiânia, com aumentos superiores a 1,30% em todos os casos.

A redução da incerteza

A evolução recente favorável dos índices de preços ao consumidor, a redução da incerteza com relação ao quadro político e a retomada gradual do nível de atividades devem propiciar a continuidade da trajetória de aumento dos preços nominais dos imóveis residenciais. O aumento do ritmo desta retomada ainda está condicionado ao conjunto de reformas do lado fiscal capazes de criar um ambiente mais favorável para os investimentos.

BRASIL E 9 CAPITAIS

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Futuro da minha cidade, no litoral de Santa Catarina

Notícias do Mercado Imobiliário

“O FUTURO DA MINHA CIDADE” VOLTA A SANTA CATARINA E CONQUISTA NOVOS APAIXONADOS NO LITORAL

Fonte: CBIC | Enviado por Sandra Bezerra, sex, 16/06/2017 - 16:24

Sociedade organizada dos municípios de Itapema, Bombinhas e Porto Belo, que formam a região Costa Esmeralda, a 60 km do Balneário Camboriú, decide ser protagonista na gestão do futuro da cidade.

O futuro começa com a decisão que nós vamos tomar agora. Essa foi a mensagem transmitida à sociedade organizada de Itapema, Bombinhas e Porto Belo, municípios da região balneária Costa Esmeralda, no litoral de Santa Catarina, que decidiu conhecer as bases do projeto “O Futuro da Minha Cidade”. De iniciativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o projeto chega pela terceira vez ao Estado com o propósito de convidar as lideranças locais ao exercício de imaginar como gostariam de ver a cidade nos próximos 20 anos.

“Precisamos amadurecer enquanto sociedade. Precisamos saber exatamente o que nós queremos enquanto sociedade, enquanto cidadão, porque somos nós que temos o poder de entender onde queremos chegar”, afirmou Silvio Barros, dando o tom do evento na cidade de Itapema, que contou com 208 apaixonados das três cidades.

A proposta, apresentada pelo ex-prefeito de Maringá, Silvio Barros e pela urbanista Laura Sobral, fundadora do Instituto A Cidade Precisa de Você, já foi apresentada em 19 localidades do Brasil estimulando lideranças municipais, poder público, e empresários à união de esforços e a assumir o protagonismo da gestão das suas cidades.

Desenvolvida pela Comissão de Meio Ambiente (CMA/CBIC), com a correalização do Sesi Nacional e patrocínio da Caixa Econômica Federal, a iniciativa busca incentivar a parceria entre a prefeitura municipal e a sociedade organizada, com soluções criativas que promovam a melhoria da qualidade de vida da população.

No evento de sensibilização, realizado na noite da última quinta-feira(08/06), no restaurante Cabral, em Itapema, pelo Sindicato das Indústrias da Construção Civil da Costa Esmeralda (Sinduscon-Costa Esmeralda), com o apoio da Associação Empresarial de Bombinhas (AEMB), da Câmara de Dirigentes Lojistas de Itapema (CDL Itapema), do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina (CREA-SC) e das Prefeituras de Bombinhas e de Itapema, o presidente do Sinduscon-Costa Esmeralda, João Formento, destacou que a discussão sobre o futuro da cidade é oportuno e se dá num momento em que precisamos discutir o  futuro do país e que, portanto, “nada melhor começarmos pela nossa casa, pelo nosso quintal”, disse Formento.

Durante o encontro, que reuniu as prefeitas das cidades de Itapema, Nilza Simas; de Bombinhas, Ana Paula da Silva; e do prefeito de Porto Belo, Emerson Luciano Stein; foram realizadas palestras de motivação e de engajamento da arquiteta e urbanista Laura Sobral, fundadora do Instituto A Cidade Precisa de Você, e do ex-prefeito de Maringá e diretor presidente da Solução Consultoria, Silvio Barros.

O espaço público como referência de transformação

Desde 2007 a frente de manifestações espontâneas de intervenções urbanas nos espaços públicos, a arquiteta Laura Sobral fez a sua apresentação com foco na importância dos espaços públicos para a qualidade de vida da população e da sustentabilidade, bem como sua relação com os aspectos econômico, cultural, de segurança pública e de saúde da população. “Espaços públicos de qualidade tem um papel central em cidades prósperas, sendo espaços de encontro, atividades cidadãs, espaços inclusivos, democráticos e diversos”, avalia.

Num diálogo franco e aberto Laura Sobral destacou a interpretação dos problemas das três cidades da Costa Esmeralda, segundo depoimentos de pessoas que lá residem. Chamou atenção dos participantes ao evento de sensibilização sobre como poderiam ser implementadas ações simples, mas de grande impacto transformador nessas localidades, mediante parceria entre a prefeitura local, iniciativa privada e sociedade organizada.

Uma das ações, segundo ela, tem a ver com o urbanismo tático. “São ações de curta duração, baixo custo e microescala, realizadas em grandes cidades a partir do esforço da sociedade civil. Intervenções no espaço público de baixo para cima facilitam a catalização de mudanças a longo prazo, não realizadas somente por urbanistas, mas por locais através do engajamento social”, acrescentou Laura Sobral, ao expor os desafios e as potencialidades de Itapema, Bombinhas e Porto Belo. Apresentou também as dificuldades e preocupações relatados pela comunidade local em questões quanto à mobilidade urbana, acessibilidade e segurança.

Provocação para estimular a mudança

“Pensar o futuro da cidade começa pelo cidadão e planejar se tornou crucial”, diz o vídeo exibido antes da apresentação de Silvio Barros. A fórmula, segundo ele, é simples: ouvir, planejar, gerenciar e continuar. Para que as transformações aconteçam são necessários mecanismos que precisam ser implementados pela ação da sociedade organizada e dos prefeitos, na visão do ex-prefeito da Cidade de Maringá, Silvio Barros. Ao iniciar a sua apresentação convidou os participantes a um exercício mental de imaginação sobre como imaginam a cidade de Itapema em 2037. “Nós não sabemos como vai ser na realidade, mas se nós planejarmos e convergindo todas os esforços nessa direção teremos uma probabilidade maior de visualizar a cidade que a gente quer. Caso contrário, vão ser reféns do futuro e não protagonistas”, disse Silvio Barros, convidado central do evento para expor a experiência bem sucedida de parceria entre a sociedade organizada e o poder público local de Maringá, no Paraná.

Silvio Barros ressaltou a importância do planejamento de longo prazo como vetor das transformações. “A sociedade civil organizada expressa o seu desejo futuro para o poder público que vai executar a médio e longo prazo. E a sociedade acompanha o processo e faz o planejamento de longo prazo”. Para ele, o setor privado tem o “DNA necessário para isso”, assim como a sociedade organizada.” Reforça que isso é natural para o setor privado e para a sociedade, mas não é natural para o serviço público. “Se o prefeito fizer o planejamento de longo prazo e perder a eleição, o planejamento vai ser colocado na lata do lixo, então, não deve ser feito pelo setor público”, adverte Barros ao apresentar o exemplo inspirador de Maringá.

Ainda na sua apresentação, o urbanista citou reportagem da Revista Exame, publicada na edição de março, que destaca a cidade de Maringá eleita a primeira na lista das 10 melhores cidades do Brasil, segundo estudo elaborado pela consultoria Marcoplan. Segundo Barros, esse reconhecimento deve-se, em grande medida, ao trabalho de parceria da sociedade civil de Maringá que decidiu rever o modelo de desenvolvimento e a fundação do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá, o CODEM, mediante Lei Municipal n° 4275/96.O conselho articulou periodicamente a organização com mais de cem entidades em torno de um plano de futuro comum- Maringá 2020, idealizado em 1997 e Maringá 2030, editado em 2008.

Para que os estudos fossem ampliados, foi contratada pela sociedade organizada, por meio do Conselho, uma empresa de consultoria para traçar os destinos econômico, social e urbanístico de Maringá até o seu aniversário de 100 anos. A ação foi pactuada com a prefeitura, que se comprometeu a utilizar o trabalho financiado pela sociedade nos planos diretores.

Ao final de sua exposição, Silvio Barros frisou o objetivo da proposta do encontro liderado pela CBIC. “Esse é o nosso recado, a nossa proposta. É isso que a gente veio fazer aqui, apresentar uma provocação e compartilhar com vocês uma experiência comprovada que deu certo e com indicadores para demonstrar”, disse, acrescentando ser possível transformar qualquer cidade em “um lugar excepcional, desde que a gente saiba aonde quer ir”.

O evento em Itapema contou com a participação de representantes da Câmara de Vereadores de Itapema, Bombinhas e Porto Belo e membros do secretariado municipal. Participaram também o superintendente do Sesi/SC, Fabrizio Machado Pereira; presidente da Associação Empresarial de Bombinhas(AEMB), Claudio Souza; Miguel do Canto, presidente da Câmara de Dirigentes Logistas de Itapema.

Ao final deste semestre, a iniciativa já terá atingindo as cidades de Aparecida de Goiânia (GO), Belém (PA), Brasília (DF), Cascavel (PR), Caxias do Sul (RS), Chapecó (SC), Goiânia (GO), Itapema (SC), Joinville (SC), Manaus (AM), Natal (RN), Porto Velho (RO), Santa Maria (RS), São Gonçalo do Amarante (CE), São Luís (MA), Teresina (PI), Uberlândia (MG), Vitória (ES) e Volta Redonda (RJ).

Sociedade da Costa Esmeralda debate “O Futuro da Cidade”

“Essa integração dos três municípios é muito importante, porque muito se fez individualmente, mas não se pensou em conjunto para o bem de todos os nossos municípios da Costa Esmeralda” – Prefeito da cidade de Porto Belo, Emerson Luciano Stein

“A parceria entre os três municípios da Costa Esmeralda tem por objetivo, nesta noite, contagiar a sociedade para que venha participar de uma parceria público- privada, porque eu entendo que este seja o caminho que merecemos e pretendemos deixar para a próxima geração” – Prefeita da cidade de Itapema, Nilza Simas

“Eu acho que a solução que Maringá implantou é a solução para todos nós. Se a gente conseguir empoderar a sociedade civil, formar esses conselhos e fazer reuniões temporárias com todos os nossos municípios, acho que vai dar uma grande coisa” –  Prefeita da cidade de Bombinhas, Ana Paula da Silva.

“O caso de Maringá que o Silvio colocou nos interessa. É um caminho, uma maneira de tentar uma solução para as cidades. Queremos participar financeiramente na melhoria da mobilidade e na iluminação. Esse é o início que nós colocamos aqui através da CBIC. Não queremos que essa ideia acabe aqui” – Presidente do Sinduscon-Costa Esmeralda, João Formento.

“O que a gente quer é que a semente que a gente veio aqui plantar, gostaríamos de vê-la produzindo” – ex-prefeito de Maringá e diretor presidente da Solução Consultoria.

“A gente está acostumado mais em reclamar do que em pensar como a gente pode contribuir para mudar uma certa situação” – Laura Sobral – arquiteta e urbanista.

Informações judiciais na matrícula do imóvel

MENOS BUROCRACIA

Lei que exige informações judiciais na matrícula do imóvel entra em vigor

Matrícula do imóvel constará pendência judicial do vendedor

Fonte: Conjur | 22 de fevereiro de 2017, 20h08

Segundo a lei, devem estar presentes na matrícula do imóvel informações como ações reais ou pessoais reipersecutórias, constrições judiciais, ajuizamento de ação de execução ou de fase de cumprimento de sentença. A nova lei deixa sob a responsabilidade do credor a adoção de medidas protetivas de seus interesses.

DERVILLE imoveis

Menos burocracia

Até agora, a compra de um imóvel envolvia consultas a cartórios e consultas judiciais para saber se a casa estava envolvida em alguma disputa judicial. Com a informação na matrícula do bem, o tempo para transmissão de propriedade deve cair em até 20%, de 25 dias para 20 em média, em estimativa do Banco Mundial.

Atualmente, dependendo as características do vendedor (por exemplo, se ele trabalha em uma cidade, mora em outra e o imóvel está situado em uma terceira cidade), são necessárias pesquisas em ao menos três comarcas diversas para saber se há ações na Justiça que possam afetar o imóvel.

Com a nova lei em vigor, somente poderão afetar o comprador os fatos que já estiverem lançados na matrícula no momento da compra — já que haverá ciência por meio da certidão da matrícula do imóvel. O que não constar da matrícula não poderá recair sobre o comprador, que será considerado terceiro de boa fé.

“Esse incremento no modelo brasileiro provocará impacto positivo no mercado imobiliário, na medida em que reduzirá o custo transacional, seja aquele relacionado ao valor para obtenção de informações, seja no tempo e energia gastos atualmente para isso”, comenta Patrícia Ferraz, diretora da Anoreg-BR.

Esta mudança só ocorreu neste mês porque o artigo 61 da norma prevê que “os registros e averbações relativos a atos jurídicos anteriores a esta lei, devem ser ajustados aos seus termos em até dois anos, contados do início de sua vigência”.

*Texto alterado às 16h26 do dia 23 de fevereiro de 2017 para acréscimos.

Reajuste de aluguel de Novembro de 2016 pelo IGP-M de Outubro de 2016

IGP-M de Dezembro de 2018

IGP-M de Outubro de 2016 para reajustar seu aluguel de Novembro/2016

CALCULAR O REAJUSTE ANUAL DO SEU ALUGUEL DE NOVEMBRO DE 2016 PASSO-A-PASSO

Foi publicado o IGP-M de OUTUBRO de 2016 pela IBRE/FGV. Vamos lhe ajudar, neste passo-a-passo, a solucionar o calculo do reajuste do seu aluguel.

PERGUNTAS DOS LEITORES

  • Quando fazer o reajuste do seu aluguel? Descubra primeiro qual é a sua data base ou aniversário do seu contrato para fazer o reajuste
  • Todo inicio de ano eu tenho que ajustar os alugueis? Não! O reajuste se faz anualmente na sua data base ou seja no aniversário do seu contrato
  • Como fazer o reajuste do seu aluguel? Você vai multiplicar o índice IGP-M pelo seu aluguel e depois você soma o resultado ao aluguel, isso, uma vez por ano, na data base ou seja no aniversário do seu contrato
  • O que pode e o que não pode fazer no reajuste do seu aluguel? No passo-a-passo você aprender como isso funciona

Quando o seu contrato possui uma referência, ou seja um indexador, tal como o IGP-M/FGV, fica mais fácil reajustar.

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O reajuste faz com que o aluguel não fique defasado diante da inflação ou deflação. Saiba a diferença:

  • Na inflação, você precisará de mais dinheiro para pagar o mesmo valor (poder de compra) do início do contrato que firmou.
  • Na deflação, você precisará de menos dinheiro (o seu dinheiro valorizou, você terá mais pode de compra).

Deixe seu imóvel sob a administração da DERVILLE Imóveis solicite um orçamento.


PRIMEIRO PASSO! IGP-M de Outubro de 2016: Descobrir a sua data base para fazer o reajuste anual no tempo certo

Observe atentamente de acordo com a data que inicia o seu contrato de aluguel:

Data Base: JANEIRO

Data do inicio do Contrato: Janeiro
Data do fim do Contrato: Dezembro
Índice a ser utilizado: IGP-M de Dezembro

JANEIRO 2014 | JANEIRO 2015 | JANEIRO 2016 | JANEIRO 2017 | JANEIRO 2018

Data Base: FEVEREIRO

Data do inicio do Contrato: Fevereiro
Data do fim do Contrato: Janeiro
Índice a ser utilizado: IGP-M de Janeiro

FEVEREIRO 2014 | FEVEREIRO 2015 | FEVEREIRO 2016 | FEVEREIRO 2017 | FEVEREIRO 2018

Data Base: MARÇO

Data do inicio do Contrato: Março
Data do fim do Contrato: Fevereiro
Índice a ser utilizado: IGP-M de Fevereiro

MARÇO 2014 | MARÇO 2015 | MARÇO 2016 | MARÇO 2017 | MARÇO 2018

Data Base: ABRIL

Data do inicio do Contrato: Abril
Data do fim do Contrato: Março
Índice a ser utilizado: IGP-M de Março

ABRIL 2014 | ABRIL 2015 | ABRIL 2016 | ABRIL 2017 | ABRIL 2018

Data Base: MAIO

Data do inicio do Contrato: Maio
Data do fim do Contrato: Abril
Índice a ser utilizado: IGP-M de Abril

MAIO 2014 | MAIO 2015 | MAIO 2016 | MAIO 2017 | MAIO 2018

Data Base: JUNHO

Data do inicio do Contrato: Junho
Data do fim do Contrato: Maio
Índice a ser utilizado: IGP-M de Maio

JUNHO 2014 | JUNHO 2015 | JUNHO 2016 | JUNHO 2017 | JUNHO 2018

Data Base: JULHO

Data do inicio do Contrato: Julho
Data do fim do Contrato: Junho
Índice a ser utilizado: IGP-M de Junho

JULHO 2014 | JULHO 2015 | JULHO 2016 | JULHO 2017 | JULHO 2018

Data Base: AGOSTO

Data do inicio do Contrato: Agosto
Data do fim do Contrato: Julho
Índice a ser utilizado: IGP-M de Julho

AGOSTO 2014 | AGOSTO 2015 | AGOSTO 2016 | AGOSTO 2017 | AGOSTO 2018

Data Base: SETEMBRO

Data do inicio do Contrato: Setembro
Data do fim do Contrato: Agosto
Índice a ser utilizado: IGP-M de Agosto

SETEMBRO 2014 | SETEMBRO 2015 | SETEMBRO 2016 | SETEMBRO 2017 | SETEMBRO 2018

Data Base: OUTUBRO

Data do inicio do Contrato: Outubro
Data do fim do Contrato: Setembro
Índice a ser utilizado: IGP-M de Setembro

OUTUBRO 2014 | OUTUBRO 2015 | OUTUBRO 2016 | OUTUBRO 2017 | OUTUBRO 2018

Data Base: NOVEMBRO

Data do inicio do Contrato: Novembro
Data do fim do Contrato: Outubro
Índice a ser utilizado: IGP-M de Outubro

NOVEMBRO 2014 | NOVEMBRO 2015 | NOVEMBRO 2016 | NOVEMBRO 2017 | NOVEMBRO 2018

Data Base: DEZEMBRO

Data do inicio do Contrato: Dezembro
Data do fim do Contrato: Novembro
Índice a ser utilizado: IGP-M de Novembro

DEZEMBRO 2014 | DEZEMBRO 2015 | DEZEMBRO 2016 | DEZEMBRO 2017 | DEZEMBRO 2018


SEGUNDO PASSO: IGP-M de Outubro de 2016

As vantagens aumentam quando as informações são precisas. Quando as orientações profissionais dinamizam suas decisões. Portanto, trabalhar com a DERVILLE Imóveis torna-se um grande passo para o sucesso nos seus negócios imobiliários.

IGPM

IGP-M DE OUTUBRO DE 2016: O REAJUSTE ANUAL DO SEU ALUGUEL PARA CONTRATOS FIRMADOS EM NOVEMBRO

Olá! Todos os meses, nos seus últimos dias, são publicados as informações do boletim da IBRE/FGV sobre o indexador “O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou variação de 0,16%, em outubro. Em setembro, o índice variou 0,20%. Em outubro de 2015, a variação foi de 1,89%. A variação acumulada em 2016, até outubro, é de 6,63%. Em 12 meses, o IGP-M registrou alta de 8,78%. Os três componentes do IGP-M apresentaram as seguintes trajetórias, na passagem de setembro para outubro: IPA, de 0,18% para 0,15%, IPC, de 0,16% para 0,17%, e INCC, de 0,37% para 0,17%.”

Depois desta informação, o que você deve fazer?

O primeiro é entender os tipos de reajustes para o seu aluguel tanto residencial como comercial!

TIPOS DE REAJUSTES DE ALUGUEL

Antes de conhecer os tipos de reajustes permitidos, observe os tipos que são PROIBIDOS:

  • É PROIBIDO reajustar seu aluguel pela variação cambial de uma moeda estrangeira;
  • É PROIBIDO reajustar seu aluguel com base no salário mínimo.

LEI DO INQUILINATO (LEI No 8.245, DE 18  DE OUTUBRO DE 1991)
Art. 17. É livre a convenção do aluguel, vedada a sua estipulação em moeda estrangeira e a sua vinculação à variação cambial ou ao salário mínimo.
Os reajustes para a locação são dois tipos:

  1. REAJUSTE ANUAL (para manter o poder de compra, em função da inflação ou deflação do período contratado, para tanto, usa-se um indexador – geralmente o IGP-M)
  2. REAJUSTE TRI-ANUAL (para assegurar a proporção da “renda” em função do valor de mercado do imóvel locado – que gira em torno de 0,5% a 1,0% para os residenciais)

Na hora de compor o contrato de locação tanto o Locador (Proprietário ou responsável pelo imóvel) como o Locatário (Inquilino) deverão escolher, de comum acordo, a forma que será estabelecida no que se refere aos reajustes durante o contrato ou na sua renovação anual. Por isso, não pode ficar mudando os detalhes durante o contrato firmado! Alguns escolhem pôr em seus contratos: “no maior índice” ou ainda uma relação de índices para serem escolhidos na hora do reajuste. Tudo isso leva a nulidade do contrato.

LEI DO INQUILINATO (LEI No 8.245, DE 18  DE OUTUBRO DE 1991)

Art. 18. É lícito às partes fixar, de comum acordo, novo valor para o aluguel, bem como inserir ou modificar cláusula de reajuste.

IGP-M de Outubro de 2016: Reajuste anual

Este reajuste é para manter o poder de compra em função da inflação ou deflação do período do contratoaniversarioEste reajuste ocorre uma vez por ano no mês de aniversário do seu contrato ou DATA BASE. Lembre-se que você mora 30 dias, depois paga pelo período que morou. NÃO pode pagar para morar! A Lei do Inquilinato é clara em dizer que você mora e depois paga pelo uso.

LEI DO INQUILINATO (LEI No 8.245, DE 18  DE OUTUBRO DE 1991)

Art. 43. Constitui contravenção penal, punível com prisão simples de cinco dias a seis meses ou multa de três a doze meses do valor do último aluguel atualizado, revertida em favor do locatário:
I – exigir, por motivo de locação ou sublocação, quantia ou valor além do aluguel e encargos permitidos;
II – exigir, por motivo de locação ou sublocação, mais de uma modalidade de garantia num mesmo contrato de locação;
III – cobrar antecipadamente o aluguel, salvo a hipótese do art. 42 e da locação para temporada.

Na maioria dos contratos de locação, tanto residencial como comercial, o IGP-M é o indexador mais utilizado, pois é o que mais reflete a variação econômica para este segmento.

VAMOS CALCULAR COM O IGP-M de OUTUBRO de 2016: CONTRATOS FIRMADOS EM NOVEMBRO

Portanto, para os contratos firmados em NOVEMBRO de cada ano, serão feitos os seguintes cálculos:

  • Data Base (Aniversário) do Contrato: NOVEMBRO/2015
  • Data de Reajuste do Contrato: NOVEMBRO/2016
  • Data do Vencimento do Aluguel reajustado: 05/DEZ/2016 (pode ser outra data em DEZEMBRO/2016 – será a data que você vai pagar o aluguel)
  • Aluguel Atual: R$ 500,00
  • IGP-M acumulado nos últimos 12 meses: 8,78% (em decimais 0,0878
Passo-a-passo o cálculo
A) TRANSFORME A PORCENTAGEM EM DECIMAL
8,78% dividido por 100 = 0,0878
B) MULTIPLIQUE PELO ALUGUEL
R$ 500,00 x 0,0878 = R$ 43,90
C) AGORA SOME O ALUGUEL + REAJUSTE
R$ 500,00 + R$ 43,90 = R$ 543,90

Portanto, o aluguel reajustado passará de R$ 500,00 para R$ 543,90 mensais para o período de NOVEMBRO/2016 a OUTUBRO/2017, sendo o seu primeiro vencimento em DEZEMBRO/2016.


NÃO SE ESQUEÇA DO RECIBO!!!

Quanto ao recibo de pagamento do aluguel Aluguel pago, gera-se um recibo por parte do Locador.

Isto é obrigatório!!!!.
LEI DO INQUILINATO (LEI No 8.245, DE 18  DE OUTUBRO DE 1991)
Art. 44. Constitui crime de ação pública, punível com detenção de três meses
a um ano, que poderá ser substituída pela prestação de serviços à comunidade:
I – recusar se o locador ou sublocador, nas habitações coletivas multifamiliares, a fornecer recibo discriminado do aluguel e encargos

Reajuste tri-anual para assegurar a proporção do aluguel com o valor do imóvel

Outro reajuste é pelo valor de mercado que ocorre a cada 36 meses de contrato.

Como funciona

Entendendo que a cada 3 anos ou 36 meses, muitas coisas podem mudar. Inflação ou deflação na economia. Quando a inflação ocorre, você vai precisar de mais dinheiro para comprar a mesma coisa que você comprava antes, então o preço sobe. Mas, se houver deflação, ocorrerá o contrário, o dinheiro valoriza, e com pouco dinheiro você comprará a mesma coisa, então os preços abaixam.

Faça o cálculo

Se você é proprietário de um imóvel e pretende ter renda com a locação então você deverá fazer um cálculo sobre o preço atual do seu imóvel. Vamos supor que seu imóvel valha em torno de R$ 105.180,00 e você pretenda ter uma renda de 0,5% (meio por cento) mensal. Num cálculo simples, teremos R$ 525,90. Claro que neste cálculo desprezamos uma série de fatores que não foram levados em conta. Mas, só para você ter uma ideia como isso funciona.

LEI DO INQUILINATO (LEI No 8.245, DE 18  DE OUTUBRO DE 1991)
Art. 19. Não havendo acordo, o locador ou locatário, após três anos de vigência do contrato ou do acordo anteriormente realizado, poderão pedir revisão judicial do aluguel, a fim de ajustálo ao preço de mercado.

Como eu posso saber se já está na hora de fazer uma avaliação a preço de mercado?

Você deve ter um administrador para os contratos e para seus imóveis. Locação não é brincadeira. Você não pode negligenciar a renda do seu patrimônio. Você precisa de alguém que cuide de cada detalhe. Não basta conseguir um inquilino que pague em dia se o seu imóvel está sendo desvalorizado todos os dias! Agora veja se é o seu caso:

Período Meses de Contrato Indexador
NOV/13 – OUT/14 12 meses INÍCIO DE CONTRATO
NOV/14 – OUT/15 24 meses IGPM/FGV
NOV/15 – OUT/16 36 meses IGPM/FGV
NOV/16 – OUT/17 12 meses Valor de Mercado
ATENÇÃO!!!

Tanto o proprietário como a administradora da locação do imóvel, devem enviar um aviso com até 30 dias de antecedência ao inquilino e ao seu fiador comunicando a forma do reajuste que será adotado. Procure desenvolver um calendário de compromissos com os contratos e a locação. Para a Data Base: NOVEMBRO, este aviso deverá ser feito até dia 30 de SETEMBRO! Neste prazo o inquilino e seu fiador poderão:

  1. aceitar esta proposta de continuidade com o reajuste proposto, ou
  2. apresentar uma contra-proposta, ou
  3. negar a proposta escolhendo sair do imóvel em até 30 dias após o término do contrato.

Você poderá baixar um modelo de aviso: COMUNICADO DE REAJUSTE ANUAL DO ALUGUEL

Se você precisa alugar, então, consulte os imóveis que temos para locação! Aqui

AVALIAÇÃO IMOBILIÁRIA

Neste momento de reajuste, o proprietário (locador) e o inquilino (locatário) contratam um corretor de imóveis avaliador para lhes apresentar uma avaliação do imóvel no VALOR DE MERCADO, bem como o valor de mercado para a locação do imóvel em referência. A avaliação imobiliária custa em torno de 3% do valor do imóvel. Será gerado um documento sob a responsabilidade do corretor de imóveis perito avaliador credenciado, por isso é cobrado honorário por este serviço.

Solicite um orçamento na DERVILLE Imóveis – atendemos Curitiba e Região. Conheça os nossos serviços na Administração da Locação do seu imóvel DERVILLE IMÓVEIS – Avaliação Imobiliária Se você mora em Curitiba/PR ou Região Metropolitana, solicite um orçamento para avaliação do seu imóvel:

Abaixo vc encontrará um tabela completa que lhe será útil. Se vc tiver alguma dúvida, me escreva! ok? DERVILLE Imóveis (41) 9178-6464 – Vivo | (41) 9822-3411 – Tim WathsApp | Skype: derville.imoveis | avaliacao@dervilleimoveis.com.br


IGP-M: Tabela Histórica

Novas regras para o crédito imobiliário no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI)

IGM=R
Ai vem novidades!
Se prepare!
chaves

Nota da CAIXA

18/07/2016 18h50 – Atualizado em 18/07/2016 18h55

Novas regras para o crédito imobiliário no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI)

BRASIL, HABITAÇÃO

A Caixa Econômica Federal anuncia que as condições de financiamento habitacional para as operações com recurso de poupança, na instituição, serão alteradas a partir da próxima segunda-feira (25). No Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), o valor máximo de imóveis que podem ser financiados pelo banco passou de R$ 1,5 milhão para R$ 3 milhões. Além disso, as quotas de financiamento, no mesmo sistema, também serão alteradas, conforme tabela:

AQUISIÇÃO IMÓVEL RESIDENCIAL – SFI
Modalidade – SFI Quota Atual SAC

(até)

Nova Quota SAC

(até)

Aquisição Imóvel Usado 60% 70%
Aquisição Imóvel Novo
Aquisição de Terreno e Construção
Construção em Terreno Próprio
Reforma e/ou Ampliação
 

70%

 

80%

casaNas operações contratadas com Interveniente Quitante, que são aquelas em que haverá quitação de financiamento com outra instituição financeira, a quota de financiamento passará de 50% para 70%.
A CAIXA esclarece que o novo modelo de concessão de crédito, que levará em consideração aspectos de perfil do cliente como rating ou menor quota de financiamento, ainda está em estudo e não tem previsão de data de lançamento.

18/07/2016
Fonte: Assessoria de Imprensa da CAIXA

A CAIXA eleva os juros para financiamento habitacional

IGM=R

28/03/2016 11h45 – Atualizado em 28/03/2016 13h03

A Caixa eleva juros para financiar casa própria

Taxa para não clientes passa de 9,9% para 11,22% ao ano.
Alta vem após banco ter decidido voltar a financiar 70% do imóvel usado.

Do G1, em São Paulo
A Caixa Econômica Federal informou nesta segunda-feira (28) que aumentou os juros para financiar a casa própria com recursos da poupança.

A taxa balcão – para não clientes da Caixa – passa de 9,9% para 11,22% ao ano, para compra de imóveis pelo Sistema Financeiro Habitacional (SFH). Já para o Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), que costuma financiar imóveis acima de R$ 750 mil, a taxa para não clientes subiu de 11,5% para 12,5% ao ano. As novas taxas entraram em vigor na quinta-feira (24).

É a primeira vez no ano que a Caixa sobe os juros para crédito imobiliário. O último reajuste aconteceu em outubro do ano passado.

Segundo a Caixa, o novo aumento é “decorrente de alinhamento ao atual cenário econômico”.

Empreendimento em Ribeirão Preto, SP (Foto: Claudio Oliveira/EPTV)
Empreendimento em Ribeirão Preto, SP (Foto: Claudio Oliveira/EPTV)

Segundo o banco, foram reajustadas as taxas de juros para financiamento de imóveis residenciais, comerciais e mistos. As taxas dos financiamentos com recursos do Programa Minha Casa Minha Vida e do FGTS não sofreram alteração.

A alta dos juros acontece duas semanas após a Caixa ter decidido aumentar de 50% para 70% o limite de financiamento de imóveis usados e a reabertura do financiamento do segundo imóvel como medidas de estímulo para reanimar o setor em meio à recessão econômica.

Nos últimos reajustes, a Caixa justificou a alta ao aumento das taxas básicas de juros (Selic), que está sendo mantida em 14,25% desde setembro do ano passado.

Caixa divulga nova tabela de juros para financiar casa própria (Foto: Divulgação)
Caixa divulga nova tabela de juros para financiar casa própria (Foto: Divulgação)

A Caixa fechou o ano de 2015 com participação de 67,2% nos financiamentos imobiliários concedidos no país. A carteira de crédito habitacional do banco avançou 13% em 12 meses e alcançou saldo de R$ 384,2 bilhões. A Caixa registrou no ano passado lucro líquido de R$ 7,2 bilhões em 2015, valor 0,9% superior ao obtido no ano anterior.

O volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis caiu 33% no ano passado, na comparação com 2014, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Para 2016, a projeção é de mais uma queda, da ordem de 20%.

Na tentativa de atenuar o forte desaquecimento do seto, o governo anunciou em fevereiro que o Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) decidiu ampliar o orçamento destinado a investimentos em R$ 21,7 bilhões neste ano.

Parabéns Francisco Beltrão pelos seus 62 anos

Francisco Beltrão completa hoje 62 anos

Município se originou a partir da Vila Marrecas, desmembrado de Clevelândia.

Francisco Beltrão completa hoje 62 anos

novembro 14 | 12:28 | 2014

Escrito por Evandro Artuzzi


historia 02 170x117 Francisco Beltrão completa hoje 62 anos “Coração do Sudoeste” – assim denominado pela sua localização central na região, pela liderança econômica, política e populacional no Sudoeste do Paraná -, o município de Francisco Beltrão começou como “Vila Marrecas”. Sua transformação em cidade foi rápida. Em menos de cinco anos do início do povoado, sem nunca ter sido distrito, a vila era elevada à condição de sede do município, em dezembro de 1952.

historia 03 170x117 Francisco Beltrão completa hoje 62 anos O povoado começou a se formar em 1947, quando Damásio Gonçalves construía a primeira pensão (em frente à atual Praça da Liberdade) e abriam-se as primeiras “bodegas”, como a de Otávio Araújo, quase em frente à pensão. É que a Cango (Colônia Agrícola Nacional General Osório), criada em 12 de maio de 1943 (Decreto nº 12.417, assinado pelo presidente Getúlio Vargas) e instalada provisoriamente em Pato Branco, estava chegando.

historia 04 170x117 Francisco Beltrão completa hoje 62 anos

A pedido de Júlio Assis Cavalheiro e Luiz Antônio Faedo, proprietários da maior parte das terras da margem direita do rio Marrecas, um topógrafo da Cango (talvez Pedro Hyaudochen) traçava o primeiro mapa da futura cidade. Em 1947, Júlio Assis e Faedo começaram a vender e até doar lotes, quase todos padronizados em 22×44 metros. E o povoado foi crescendo rapidamente.

historia 05 170x117 Francisco Beltrão completa hoje 62 anos A meta da Cango era instalar-se no meio da Colônia Missões, que começava no Marrecas, mas resolveu construir seus barracões provisoriamente às margens do rio, e acabou ficando em definitivo. Com a Cango, que assentava famílias de agricultores dando-lhes terra, ferramentas, sementes, orientação técnica, educação e assistência médica, a Vila Marrecas recebeu médico, dentista, professores, topógrafos, agrônomos, mecânicos, carpinteiros, marceneiros, o que muito contribuiu para o desenvolvimento do lugar.

historia 06 170x117 Francisco Beltrão completa hoje 62 anos

O distrito de Francisco Beltrão existia desde 1940, mas localizava-se no interior do futuro município de Renasença. A Lei estadual 790, assinada pelo governador Bento Munhoz da Rocha Neto em 14 de novembro de 1951, transformava o distrito de Francisco Beltrão em município, mas mudava sua sede para Marrecas.

historia 07 170x117 Francisco Beltrão completa hoje 62 anos Em 1954 Francisco Beltrão transformava-se também em sede de Comarca. O desenvolvimento era grande, impulsionado pela extração da madeira e a agricultura. O que brecou o desenvolvimento foi a disputa de terras, entre posseiros e as companhias colonizadoras, resultando na histórica Revolta dos Posseiros, que abrangeu quase todo o Sudoeste mas teve seu ponto culminante em Francisco Beltrão, que era a sede das companhias de terra Citla e Comercial. Dia 10 de outubro de 1957, milhares de posseiros tomaram conta da cidade e expulsaram as companhias, com todos os seus funcionários.

No ano de 1957, devido aos conflitos de terras, a cidade recebeu uma unidade do Exército. Depois foi mantida, devido à posição estragégica do município, que fica a menos de100 quilômetros da fronteira com a Argentina.

Para rehistoria 08 170x117 Francisco Beltrão completa hoje 62 anos solver o problema da legalização das terras, o governo federal e o governo do Paraná criaram, em 1962, o Getsop (Grupo Executivo para as Terras do Sudoeste do Paraná), tendo Francisco Beltrão como sede. O Getsop viabilizou também a abertura de estradas e a construção de escolas, incentivou o reflorestamento, entre outros benefícios. Após cumprir sua missão, o Getsop foi extinto, em janeiro de 1974.

Francisco Beltrão está na rota estabelecida pelo governo federal para ligar, por rodovia, Três Pinheiros, no centro do Paraná, a Barracão, na divisa com a Argentina. Mas ao ser asfaltada, em 1969, a rodovia teve sua rota desviada de Coronel Vivida para Pato Branco. E Beltrão receberia asfalto somente sete anos após, em 1976, por uma rodovia estadual vinda de Pato Branco (PR 280).

Mesmo assim, apesar dos atrasos causados pela disputa de terras, pelo desvio do asfalto e tantos outros contratempos, Francisco Beltrão foi o município que mais cresceu no Sudoeste do Paraná, transformando-se no maior centro populacional e industrial da região da Amsop, que tem 42 municípios.

Homenagem a Francisco Gutierrez Beltrão

O nome é uma homenagem ao paranaense Francisco Gutierrez Beltrão (nascido em Paranaguá – 6.11.1875 – e sepultado em Curitiba – 29.5.1939), engenheiro, secretário de estado e grande colonizador do Paraná. Casado com Lavínia Trevisani, Francisco Beltrão teve nove filhos e o terceiro deles chamava-se Francisco Trevisani Beltrão. Não se deve confundir os nomes, pois a homenagem do município é ao pai, Francisco Gutierrez Beltrão. Quanto a Engenheiro Beltrão, no norte do Paraná, o nome daquele município é uma homenagem a seu fundador, o engenheiro Alexandre Beltrão (1896-1987), que era imrão de Francisco Gutierrez Beltrão.

Uma eleição, dois prefeitos

A história política começou com uma eleição tumultuada, para eleger o primeiro prefeito. No pleito de 9 de novembro de 1952, elegeu-se Ricieri Cella, do PTB. Empossado em 14 de dezembro de 52, Cella governou até o início de fevereiro de 1953, quando foi obrigado a entregar o cargo para seu concorrente, Rubens da Silva Martins, do PSD. A Justiça Eleitoral aceitou um pedido para validar algumas centenas de votos em separado, que não tinham sido computados na eleição do dia 9 de novembro de 1952. Na nova contagem, Rubens, que na primeira contagem tinha 537 votos, ficou com 749. E Cella, que fora eleito com 545 votos e vencera com uma diferença de 17, ficou com 697 e perdeu por 52 votos.

Os prefeitos

– Ricieri Cella, PTB (52-53)
– Rubens da Silva Martins, PSD (53 a 56)
– Ângelo Camilotti, PSD, candidato único (56 a 60)
– Wálter Alberto Pécoits, PTB (60 a 63)
– Euclides Girolamo Scalco, PTB (63 a 64)
– Antônio de Paiva Cantelmo, PTB e MDB (65 a 68 e 73 a 76)
– Deni Lineu Schwartz, Arena, candidato único (69 a 72)
– João Batista de Arruda, Arena e PFL (77 a 82 e 93 a 96)
– Guiomar Jesus Lopes, PMDB (83 a 88 e 97 a 2000)
– Nelson Meurer, PDS (89 a 92)
– Vilmar Cordasso, PP (2001 a 2008)
– Wilmar Reichembach, PSDB (2009 a 2012)
– Antônio Cantelmo Neto, PMDB (2013 a 2016)

Deputados Estaduais

– Walter Pécoits, pelo PTB, em 1962
– Aryzone Mendes de Araújo, pela Arena, em 1970
– Deni Schwartz, pelo MDB e PMDB, em 1974, 1978 e 1982
– Túlio Zanchet, pela Arena, em 1978*
– Haroldo Ferreira, pelo PMDB, em 1986
– João Arruda, pelo PFL, em 1986 e 1990
– Luciana Rafagnin, pelo PT, em 1998*, 2002, 2006 e 2010
– Ademar Traiano, pelo PRN, PTB e PSDB, em 1994, 1998, 2002, 2006 e 2010

Deputados Federais

– Euclides Scalco, pelo PMDB, em 1978, 1982 e 1986
– Nelson Meurer, pelo PP, em 1994, 1998, 2002, 2006 e 2010
– Deni Schartz, pelo PMDB, em 1990*
– Assis do Couto, pelo PT, em 2006 e 2010

Lideranças Políticas

Ex-prefeitos de Francisco Beltrão tornaram-se deputados, secretários de Estado e ministros. – Walter Pécoits, principal líder da Revolta dos Posseiros em 1957, foi prefeito de 61 a 63, deputado estadual de 63 a 64 (esteve entre os cassados pela Revolução, perdendo os direitos políticos de 64 a 74), depois foi secretário de Estado, no governo de José Richa (83-86). – Deni Lineu Schwartz, que chegou no município como chefe do Getsop, em 1963, prefeito de 69 a 72, foi deputado estadual de 74 a 82, deputado federal em 93 e 94, secretário dos Transportes de 83 a 86 (governo de José Richa), secretário dos Transportes de 95 a 96 e secretário da Agricultura em 2002 (governo de Jaime Lerner), ministro do Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, o MDU (do presidente José Sarney de 86 a 87), e diretor de assuntos institucionais da Copel (de 96 a 2002).

– Euclides Scalco, prefeito de 63 a 64, foi suplente de senador de 74 a 82, deputado federal de 78 a 90, candidato a vice-governador em 1990 (na chapa de José Richa) e presidente da Itaipu Binacional e ministro do presidente Fernando Henrique Cardoso (1994 a 2002).

Mandato Tampão

Dia 30 de janeiro de 1963, Wálter Pécoits passou o cargo de prefeito ao presidente da Câmara, Antônio de Paiva Cantelmo, porque iria assumir como deputado na Assembléia Legislativa e naquele tempo não havia vice-prefeito. Cantelmo exerceu o executivo até dia 1º de julho de 1963, data em que assumia o novo prefeito, Euclides Scalco, eleito para um mandato tampão.

Primeiro Prefeito, depois Vereador

No ano de 64, Euclides Scalco licenciou-se do cargo de prefeito, 45 dias antes da eleição, para candidatar-se a vereador, elegendo-se. Scalco é o único político, no município, que depois de prefeito foi vereador. Naqueles 45 dias, quem assumiu a prefeitura foi o presidente da Câmara, vereador Paulo Borghesan.

Primeiro Vereador, depois Prefeito

Dos 13 políticos eleitos prefeito de Francisco Beltrão, apenas cinco tinham exercido antes o cargo de vereador:Valter Pécoits, Antônio de Paiva Cantelmo, Guiomar Lopes, Wilmar Reichembach e Antônio Cantelmo Neto.

Maior População do Sudoeste

Desde que passou a fazer parte do Censo do IBGE, Francisco Beltrão sempre apareceu como o município mais populoso, entre os atuais 42 do Sudoeste do Paraná.

Em 1960 – 55.496 habitantes.
Em 1970 – 36.807 habitantes.
Em 1980 – 48.762 habitantes.
Em 1991 – 61.272 habitantes.
Em 1996 – 65.730 habitantes.
Em 2000 – 67.132 habitantes.
Em 2007 – 72.409 habitantes.
Em 2010 – 78. 943 habitantes.
Em 2012 – 80.727 habitantes.

*Perdeu população devido ao desmembramento dos municípios de Eneas Marques e Salto do Lontra.

Pioneiros

Não contando os índios que devem ter passado por aqui sem deixar maiores vestígios, na área central da futura cidade os moradores mais antigos, que vieram pra ficar, foram Sebastião Müller, Luiz Antônio Faedo e Francisco Comunello. – Sebastião Müller chegou em 1941.

– Luiz Antônio Faedo, em 1945, comprou as terras e o rancho de Sebastião Müller, próximo à futura rodoviária, e Müller mudou para o futuro bairro Miniguaçu. – Francisco Comunello estabeleceu-se em agosto de 1946, após ter comprado terras, um ano antes (entre a Prefeitura e o Estádio Anilado), de Donato Leal, morador de Marmeleiro.

Outros nomes que aparecem na história, envolvidos em negócios de terras, eram funcionários ou empreiteiros da Cango, como José Siqueira de Azevedo, Paulo Cantelmo, Carlos Mendes de Oliveira (Seo Carlinhos), Aparício Henriques e Júlio Assis Cavalheiro. Mas junto com a Cango, e também atraídos pelo povoado que nascia, veio muita gente, em pouco tempo. Tanto que, no cinquentenário do município, em dezembro de 2002, a Prefeitura, através do Departamento de Cultura, homenageou mais de 700 pioneiros, todos estabelecidos aqui antes de 14 de dezembro de 1952 e que ainda residiam no município.

Cango em Pato Branco

De 1943 a 1948 a Cango ficou instalada em Pato Branco, período em que abriu as estradas até o início de suas terras e construiu a primeira ponte sobre o Marrecas (era uma ponte coberta). Em abril de 1948, a Cango se instalava na margem esquerda do Marrecas, nos pavilhões que mais tarde seriam cedidos à unidade do Exército e que até hoje estão preservados.

Primeira Escola

Dia 3 de maio de 1948 acontecia a primeira aula, na área da futura cidade. Foi numa escola construída pela Cango (até hoje preservada, no bairro Cango), tendo como primeira professora Italina Zancan.

Primeiro Padre

O primeiro padre a estabelecer-se em Francisco Beltrão foi Frei Deodato (Antônio Bernhart, 18.6.1896 a 14.8.1964, natural de Schaitt, Alemanha). Frei Deodato, que virou nome de rua, atendia capelas de Marrecas e toda a região, montando seu cavalo Max, de 1949 a 1956. Foi expedicionário, “durão”, vestia somente a batina e as sandálias, mas não faltava a nenhum compromisso, nem em dias de muita chuva, era, como se diz, “um verdadeiro franciscano”.

Dia da padroeira, 15 de agosto

A Paróquia foi criada em 1956, pelos padres belgas, mas a festa de Nossa Senhora da Glória era realizada desde 1950, no dia da padroeira, 15 de agosto, que é feriado municipal. Em 15 de agosto de 1987, a Igreja da Paróquia Nossa Senhora da Glória transformou-se em Concatedral, porque Francisco Beltrão passou a ser sede, junto com Palmas, da Diocese de Palmas e Francisco Beltrão.

Texto escrito pelo jornalista Ivo Pegoraro (Extraído do site da prefeitura de Francisco Beltrão)