Apartamentos do futuro: a nova tendência do mercado imobiliário

Apartamentos do futuro tem sido tema para diversas discussões neste momento. Várias alternativas tem indicado que estas mudanças são necessárias desde já. Este assunto, apartamentos do futuro, iremos trazer em detalhes nas próximas publicações.

Apartamentos do futuro são aposta do mercado imobiliário

Apartamentos do futuro

Lançamentos trazem chuveiro com caixa de som bluetooth embutida e luzes de acionamento programado, ao estilo casa dos Jetsons

17 de março de 2019 | 06h00 | Bianca Zanatta | ESPECIAL PARA O ESTADO

Parece um episódio dos Jetsons ou cena de De Volta Para o Futuro? Pois não é. Essa tecnologia já compõe o pacote de muitos novos empreendimentos imobiliários em São Paulo. Antes itens de luxo, agora são facilidades que conversam também com questões como segurança, comodidade, economia e sustentabilidade – preocupações nada futuristas, por sinal.

Carregamento de carro elétrico em projeto da Tegra, que vai lançar sete prédios ‘tecnológicos’. Foto: Projeção digital

Adaptar a planta do imóvel às necessidades e ao estilo de vida do cliente foi uma das sacadas da incorporadora Tegra. Por meio do programa Tegra ID, as personalizações são feitas ainda na fase de construção. Localizados em bairros como Perdizes, Jardins, Moema e Brooklin, os sete prédios que vão subir nos próximos anos trazem opções que vão de aquecimento de piso nos banheiros, aspiração central e infraestrutura de desembaçador de espelhos a fechaduras eletrônicas, automatização das persianas e biometria nos elevadores e na entrada de serviço.

“A tecnologia vem para facilitar e resolver o dia a dia”, observa Deborah Seabra, economista do Grupo Zap, portal de imóveis que organiza o Conecta Imobi, congresso de tecnologia do setor imobiliário. “Quem procura esse tipo de imóvel geralmente é um público mais jovem, que já nasceu em um berço tecnológico, mas também tem um pessoal de gerações anteriores, com um poder aquisitivo mais alto, que se identifica com o conforto e a praticidade que a automação traz.”

A economista diz acreditar que esses empreendimentos estão de olho não apenas no presente, mas no que está por vir. Ter um carro elétrico hoje em dia, por exemplo, ainda é para poucos, mas em alguns anos talvez não seja mais. “Outra facilidade que em breve vai ser realidade na grande maioria das casas é a central de controle, que permite que a pessoa comande tudo com um clique”, explica. Ou seja, sem mais aquela história de esquecer luz acesa, ferro de passar roupa ligado ou torneira pingando.

Apartamento conectado também é foco da Eztec. Foto: Projeção digital
A Max Haus, que cria produtos imobiliários customizados, desenvolveu até um aplicativo para cuidar disso tudo à distância, a partir do smartphone. “Muitos controles para diferentes tipos de equipamentos é coisa do passado, nada cômodo e pouco funcional”, diz o diretor Luiz Henrique de Vasconcellos. De onde estiver, a pessoa programa como quer que cada detalhe aconteça: quais pontos de luz se acendem a que horas e com que intensidade, em que momento o tablet liga para tocar uma música em determinado volume, temperatura dos ambientes, trava das portas, ar condicionado, tudo.

Dá até para controlar remotamente os eletrodomésticos, programando-os para ligar e funcionar pelo tempo desejado. Luiz Henrique entende que a automação antes era encarada como item de luxo porque a instalação envolvia muita quebradeira e refações no imóvel – custos altos. Por isso a central da Max Haus já vem toda pronta. “A automação, quando bem utilizada, sempre gera economias e é mais sustentável.”

A empreiteira Eztec também aposta nessa direção. Dois dos edifícios que estão a caminho – o Le Jardin Ibirapuera e o Z. Pinheiros – contarão com recursos tecnológicos projetados para uma vida mais conectada. Os moradores terão opções inteligentes como acesso a wi-fi nas áreas comuns, vaga para carregamento de carro elétrico e elevador com controle de acesso.

Outra que já incorporou a tecnologia ao cotidiano do imóvel é a global Tishman Speyer, que está lançando o edifício Alameda Jardins. Além do pacote “básico”, que inclui fechadura biométrica, automação de persianas e irrigação eletrônica das jardineiras do apartamento, a empresa norte-americana oferece oito bicicletas elétricas em sistema “bike sharing”, para uso compartilhado dos condôminos.

A tecnologia também estará presente na academia do prédio, onde os equipamentos serão conectados aos gadgets dos usuários, com programas e aplicativos que medem a performance e sistema de som. É no Alameda Jardins, aliás, que os chuveiros do apartamento terão caixas de som bluetooth embutidas. “As pessoas hoje procuram um empreendimento que já esteja preparado para dialogar com o estilo de vida delas”, afirma Daniel Cherman, presidente da Tishman Speyer no Brasil.

“Este estilo de vida tem a ver com modernidade, por isso é cada vez mais necessário aliar uma tecnologia que facilite o dia a dia a questões como mobilidade e compartilhamento. Não se trata mais de tendência. Já é uma realidade.”

Alugar imóvel volta a ser opção atrativa

Alugar

Com juros baixos, alugar imóvel volta a ser opção atrativa
Por Secovi Rio – 30/01/2019 16:33

Investimento conservador que costuma fazer especialistas torcer o nariz, a aquisição de um imóvel para alugar ficou mais atrativa na comparação com outros ativos de renda fixa desde que as taxa de juros caíram para patamares mínimos históricos.

O mesmo não é dito quando o assunto é a poupança, que ainda domina as aplicações. É uma questão matemática: com a Selic a 6,5%, o ganho bruto mensal de investimentos em renda fixa tradicional é de 0,47%. Na poupança, o rendimento é de 70% da Selic, ou 0,37%. É percentual semelhante ao 0,4% a 0,5% obtido por um proprietário que deseja alugar um imóvel. O cálculo é feito com base no valor de avaliação da propriedade: um apartamento que vale R$ 300 mil poderia ter valor mensal de aluguel de R$ 1.500. Segundo o professor William Eid, coordenador do Centro de Estudos de Finanças da FGV, o movimento de migração para imóveis é comum em economias desenvolvidas, como Europa e Estados Unidos, onde os juros muito baixos estimulam a diversificação em investimentos desse tipo.

“Imóvel compõe portfólio de investimentos no mundo todo. A gente passou por momentos de crise que deturparam a visão”, afirma Daniel Varajão, planejador financeiro pela Planejar, associação de profissionais do setor. Com juros elevados, como os 14,25% -ou 1% ao mês- que o Brasil viveu há poucos anos, ter dinheiro imobilizado em um imóvel e rendendo a metade do que o obtido em investimentos de pouco risco não fazia muito sentido, do ponto de vista financeiro. Os riscos desse mercado, como vacância, custos de manutenção e a necessidade de manter o valor do bem imobilizado, no entanto, persistem. Varajão se apropria de um conceito de contabilidade para alertar sobre os riscos do investimento mesmo no cenário de juros baixos. “Ativo é aquilo que gera receita, não despesa.” Portanto, não faz sentido entrar em um financiamento imobiliário e pagar juros para ter um imóvel para alugar no futuro.

Da mesma forma, o imóvel gera despesas -como custos de manutenção, que ficam sob responsabilidade do proprietário mesmo que esteja alugado- que precisam ser incluídas no cálculo de rentabilidade. Há ainda a baixa liquidez -a demora em vender o imóvel se precisar de dinheiro. “As pessoas reaprenderam o que é uma reserva de capital. Não se torra esse dinheiro de uma hora para outra”, diz o advogado Jaques Bushatsky, diretor de Legislação do Inquilinato do Secovi-SP (sindicato que representa o setor imobiliário).

Eid, da FGV, lembra ainda que nada de concreto mudou no cenário econômico do país e que, por enquanto, juros e inflação em baixa refletem expectativas. Por isso, comprar imóveis agora em que a economia ainda se recupera lentamente pode ser arriscado. Ele acrescenta que, apesar de haver uma percepção de que brasileiros estão mudando hábitos de investimento, isso não se reflete na massa de aplicações. O Tesouro Direto divulgou que o número de investidores ativos na plataforma subiu 35% em 12 meses até novembro, para 752 mil pessoas. Essa massa, porém, é uma fração dos mais de 100 milhões de poupanças do país e da estimativa de 8 milhões de investidores que aplicam via fundos. O professor diz ainda que uma pesquisa feita na FGV mostrou que o brasileiro tem, em média, R$ 2.000 na poupança. O valor é equivalente à renda média mensal, o que significa que quase não há poupança. E esse valor não muda de aplicação. “Essas pessoas estão muito bem enquadradas na base da pirâmide, e nesse patamar o investimento é de proteção contra a pobreza. Elas não estão preocupadas com rentabilidade, mas com a segurança”, afirma Eid. “Por isso ficam na poupança e imóvel com rendimento péssimo”, complementa.

No caso dos imóveis, há ainda a segunda fonte de renda, que também funciona como uma garantia, lembra Varajão, da Planejar. Eid questiona ainda o crescimento do número de investidores na Bolsa. Segundo a B3, o país tinha 813 mil investidores, mas o dado tem sobreposição de CPFs. Se um mesmo investidor tem conta em duas corretoras, ele é contado duas vezes. “Em 2012 fizemos um estudo com declarações de Imposto de Renda dos candidatos. O percentual do patrimônio deles investido em Bolsa era de 0,29%”, diz o professor da FGV. Com esse exemplo, que tende a pegar uma fatia da população com renda mais elevada que a média, ele ilustra quão baixa é a disposição dos brasileiros à diversificação e ao risco.

Como planejador financeiro, Varajão é menos cético e vê entre investidores maior disposição à diversificação. Ele defende que aplicações em Bolsa deveriam levar em consideração a fase de vida e o apetite a risco, mais do que o valor que o investidor tem para aplicar. “A gente veio de um histórico de juros altos. Quem vai fazer qualquer outro investimento se tem 1% ao mês de ganho com baixo risco? O juro alto reprime investimento nas outras classes de ativos. Quando o BC mantém juro baixo por período longo, mesmo quem não tem conceitos financeiros arraigados procura mais rentabilidade”, afirma.

FONTE: Folha de São Paulo

Aqui vai uma sugestão. Apartamento bem localizado para investir. Ideal para quem pretende gerar uma renda extra com locação.

Caixa reabre financiamento

Caixa reabre financiamento

Caixa reabre financiamento de casa que era o 2º mais barato, mas juros  sobe

Fonte: Natalia Gómez | Economia UOL em Maringá/PR | 02/02/2019

A Caixa Econômica Federal retomou em janeiro o financiamento imobiliário da linha Pró-Cotista, que havia sido suspenso em meados de 2018. Essa modalidade de crédito já foi a segunda mais vantajosa para financiar a casa própria depois do Minha Casa Minha Vida, mas hoje as taxas superam outras, como as do Sistema Financeiro Habitacional (SFH), cujas taxas caíram em agosto.

A linha Pró-Cotista subiu a taxa mínima para 8,76% ao ano. Antes era de 7,85%. Segundo o banco, esse aumento reflete o fim de descontos que eram concedidos aos clientes na hora da contratação do crédito, desde que se tornassem clientes do banco e contratassem um pacote de serviços da Caixa. A taxa máxima não sofreu alteração e continua em 9,01% ao ano.

Com a mudança, a linha Pró-Cotista deixou de ser mais vantajosa que a linha SFH na Caixa, que hoje tem taxas mínimas de 8,75%. Desde agosta, as taxas do SFH caíram de entre 9% e 10,50% para entre 8,75% e 10,25%.

Prazo varia de 60 a 360 meses

O empréstimo Pró-Cotista não tem limite de renda bruta para o contratante, e o prazo varia entre 60 e 360 meses. O crédito pode ser usado para compra de imóveis novos ou usados, compra de terreno e construção.

Com taxa mínima menor que o Pró-Cotista, a Carta de Crédito SFH (taxa de 8,75% até 10,25%) também não tem limite de renda bruta, e o prazo varia entre 120 e 420 meses. O financiamento pode ser usado para comprar imóveis novos ou usados, comprar terreno e construir por até R$ 1,5 milhão.

Outros bancos

Além da Caixa, a modalidade Pró-Cotista também é oferecida pelo Banco do Brasil e pelo Santander e deve ficar disponível no Bradesco até março.

No Branco do Brasil, a oferta do Pró-Cotista foi suspensa para imóveis usados devido à falta de recursos entre maio e outubro do ano passado, mas voltou à normalidade em novembro. A taxa mínima é de 9% ao ano, acima dos juros cobrados pelo banco público nas modalidades Carteira Hipotecária (8,85%) e SFH (8,49%).

Desde o final do ano passado, a linha Pró-Cotista do BB permite financiar imóveis de até R$ 1,5 milhão, acima do limite de R$ 950 mil permitido anteriormente para imóveis no Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal, e de R$ 800 mil nos demais estados. O prazo máximo é de 360 meses, e podem ser financiados imóveis novos e usados de até R$ 1,5 milhão.

Os bancos privados Santander e Bradesco estão dando os primeiros passos na modalidade Pró-Cotista. O Santander começou a operar esta linha em agosto para imóveis em obras financiadas pelo próprio banco. As taxas começam em 8,49% ao ano. Segundo o Santander, a linha deve ser ampliada ainda neste ano.

O Bradesco informou que pretende entrar neste segmento até março.


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