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Curitiba, em 2016, está entre os 66 municípios que concentraram quase metade do PIB do país

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As cidades com maior geração do PIB representavam um terço da população brasileira. Pesquisa mostra, ainda, que apenas 6 municípios responderam por quase ¼ da economia do país.

Por Daniel Silveira, G1 — Rio de Janeiro | 14/12/2018 10h00 | Atualizado

Quase metade do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2016 ficou concentrado em apenas 66 dos 5.570 municípios do país. Isso significa que apenas 1,2% das cidades, que representavam 1/3 da população, responderam por cerca de 50% de toda a economia brasileira naquele ano. É o que aponta um levantamento divulgado nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2016, o PIB recuou 3,3%, segundos dados revisados e divulgados pelo IBGE no mês passado. Em valores correntes, ele chegou a R$ 6,266 trilhões naquele ano, e o PIB per capita ficou em R$ 30.407.

PIB do Brasil é concentrado em poucos municípios, aponta IBGE

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Segundo o novo levantamento, apenas 6 municípios, que representavam 12,9% da população em 2016, concentraram cerca de 25% do PIB do país. São eles:

  • São Paulo, com 11% do total;
  • Rio de Janeiro, com 5,3%;
  • Brasília, com 3,8%;
  • Belo Horizonte, com 1,4%;
  • Curitiba, com 1,3%;
  • Osasco, com 1,2%.

Segundo o IBGE, destes seis municípios com os maiores PIBs, apenas Osasco alterou sua posição no ranking ao longo da série histórica do levantamento. Em 2012, o município paulista ocupava a 16ª colocação. A ascensão para a 6ª posição, segundo o instituto, se deu “muito em virtude do ganho de participação das atividades de comércio, serviços de informação e atividades financeiras no período”.
O instituto destacou, também, que em 2002, os municípios de São Paulo e Rio de Janeiro somavam 19,0% do PIB do Brasil e, essa participação caiu para 16,2%. Tal queda distribuiu-se entre as atividades da indústria e dos serviços.

Maiores fatias do PIB em 2016 (em %)
Curitiba
Quase 1/4 de toda a economia brasileira estava concentrada em apenas seis municípios.
Fonte: IBGE

Economia de 55% das cidades é sustentada por governos

Segundo o IBGE, a principal atividade econômica em 55,0% dos municípios brasileiros era composta pelo conjunto dos serviços da administração pública, o que mostra o tamanho da dependência de governos das cidades.

Mais de 90,0% dos municípios de Roraima, Paraíba, Piauí, Sergipe, Amapá e Rio Grande do Norte tinham esse perfil. No outro extremo, os estados da Região Sul tinham cerca de 11,0% com essa característica.

Sudeste lidera ranking dos 100 maiores PIB

O levantamento apresentado nesta sexta-feira pelo IBGE mostrou também que 56% do PIB brasileiro em 2016 estava concentrado em 100 municípios. A região Sudeste liderava esse grupo, com 56 municípios entre os mais ricos do país.

Distribuição regional dos 100 maiores PIBs de 2016

Curitiba

Sudeste concentrava mais da metade dos municípios mais ricos do país.
Fonte: IBGE

A Região Norte ficou na lanterna deste ranking, com apenas quatro municípios. O IBGE destacou que apenas as capitais de três estados desta região não estavam entre o grupo dos 100 municípios mais ricos: Rio Branco (AC), Boa Vista (RR) e Palmas (TO).

Cidade-Região de São Paulo

De acordo com o IBGE, a capital paulista compõe, junto a outros 139 municípios “fortemente interligados e polarizados por ele”, a chamada Cidade-Região de São Paulo — região de urbanização quase contínua que se estende desde Santos até Piracicaba, e desde Sorocaba até Pindamonhangaba. Em 2016, essa região concentrava 26% do PIB do país, tendo perdido participação ao longo dos anos – em 2002 ela respondia por 28,2% da economia.

“Em média, um quilômetro quadrado de território da Cidade-Região de São Paulo produzia, em 2016, o equivalente a 68 vezes a produção de um quilômetro quadrado do restante do território nacional – isto é, da área do país sem a Cidade-Região”, destacou a publicação.

Ganho de participação da Amazônia Legal

Entre 2002 e 2016, aumentou de 6,9% para 8,6% a participação da Amazônia Legal no PIB do Brasil. A região é composta pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, além de parte do Maranhão.

Heterogênea, a região da Amazônio Legal inclui áreas tanto de cultivo, mineração e produção industrial quanto reservas indígenas e de preservação ambiental. Em 2002, ela respondia por 14,8% da agropecuária nacional, passando para 21% em 2016.

Evolução do PIB Brasileiro

Curitiba

Em %
Fonte: IBGE e Boletim Focus do Banco Central

Maiores avanços e maiores recuos

O levantamento mostrou que Brasília foi o município com maior ganho de participação no PIB nacional – uma alta de 0,2 pontos percentuais na comparação com o ano anterior. Este avanço ocorreu devido à atividade de Administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social. Em seguida, aparecem, todas com ganho de 0,1 p.p, as cidades paulistas de Osasco, Paulínia e São Paulo, além do município baiano de São Francisco do Conde.

Já as cinco maiores quedas absolutas foram influenciadas pela atividade de extração de petróleo e gás natural. A principal queda ocorreu para o município de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, que perdeu 0,3 p.p. de participação na comparação com 2015. Outras duas cidades fluminenses, Cabo Frio e Maricá, juntamente com a cidade paulista de Ilhabela e a capixaba de Presidente Kennedy respondem pelas outras quatro principais quedas, todas de 0,1 p.p.

O IBGE destacou ainda que estes cinco municípios que tiveram as maiores quedas respondiam por 1,1% do PIB nacional em 2015, percentual que recuou para 0,6% em 2016.

A Bahia teve dois destaques positivos quando analisado o ranking de participação no PIB nacional. O município de Gentio do Ouro avançou 2.005 posições, beneficiado pela indústria de máquinas e equipamentos demandados para a construção de um complexo eólico. O segundo colocado em termos de avanço no ranking foi Tabocas do Brejo Velho, que viu aumentar sua arrecadação tributária com a importação de equipamentos para geração de solar.

O que o PIB tem a ver com o nosso dia a dia?

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Destaques por atividade econômica

Agropecuária: Segundo o IBGE, 170 municípios concentravam, em 2016, ¼ do valor adicionado da Agropecuária brasileira. A maior parte destes municípios (67) se encontra na Região Centro-Oeste do país, que lidera a produção de soja em grão e do algodão herbáceo.

“Da primeira até a 12ª posição da Agropecuária, em 2016 todos os municípios estão no Centro-Oeste, em 2002, apenas os dois primeiros pertenciam a essa região”, ressaltou o instituto.

Indústria: Na atividade industrial, em 2016, apenas 18 municípios concentravam ¼ do valor adicionado bruto ao PIB. “Com 86 municípios chega-se a ½ da indústria. No outro extremo, nota-se que 2.708 municípios responderam por 1% da indústria”, destacou a publicação.

Dentre os 20 municípios de maior participação na indústria, 11 pertencem à Região Sudeste. São Paulo (5,5%), Rio de Janeiro (3,2%) e Manaus (2,2%) lideravam este grupo. Também integravam o grupo as capitais de Minas Gerais, Brasília, Fortaleza e Salvador.

Serviços: Desconsiderando os serviços da administração pública, São Paulo (15,4%), Rio de Janeiro (5,9%), Brasília (3,4%) e Belo Horizonte (1,8%) concentravam pouco mais de ¼ do PIB do setor de serviços do país. Juntamente a outros 31 municípios, sendo 19 capitais entre eles, a participação chegava à metade de todo valor adicionado pelos serviços.

Ainda segundo o IBGE, Osasco, no interior paulista, ficou em 5º lugar no ranking de serviços, sendo a cidade mais bem colocada neste ranking sem ser capital.


Notícias: Ministro da Fazenda sugere ao futuro governo tributar aplicações em LCI e LCA

Category : Economia

© Reuters. Ministro da Fazenda sugere ao futuro governo tributar aplicações em LCI e LCA

Ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, durante coletiva de imprensa em Brasília 28/05/2018 REUTERS/Adriano Machado

Arena do Pavini – O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, disse hoje que apresentou uma série de sugestões para a equipe econômica do presidente eleito Jair Bolsonaro para equilibrar as contas públicas. Entre elas, está a tributação de ativos financeiros
hoje isentos, as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA). Segundo Guardia, o próximo governo vai ter de fazer um ajuste focado no corte de despesas, mas admitiu aumento de alguns impostos, compensando-os com a redução de outros.

O documento preparado pela atual equipe econômica inclui um detalhamento da atual situação fiscal do país e dá sugestões para uma reforma tributária para buscar o equilíbrio das contas públicas.

Segundo Guardia, as sugestões buscam encontrar uma melhor distribuição da carga tributária, eliminando distorções, como setores que pagam menos imposto hoje e que podem passar a pagar mais. Não haveria, portanto, um aumento da carga tributária, mas uma melhor distribuição dela. Um dos mecanismos para ajustar essa situação seria avaliar o gasto tributário do governo, que são os benefícios e incentivos dadas a empresas. “Não queremos aumentar o nível de tributação, mas temos de redistribuir a carga tributária, para os setores terem cargas semelhantes”, diz. Ente os exemplos de possíveis de fim de incentivos fiscais, ele citou o caso das LCI e LCA, papéis emitidos pelos bancos com lastro em créditos para esses setores, e que hoje são isentas para pessoas físicas. A sugestão feita ao novo governo é que elas passem a pagar imposto de renda igual às aplicações em CDB ou fundos, por exemplo.

“A nossa mensagem do documento é que o problema central é o aumento do gasto e por isso temos de atacar o lado da despesa, particularmente a despesa previdenciária que é urgente e tem de ser enfrentada não só pela questão fiscal mas pela justiça social”, disse. “Não fazemos recomendações de aumento de impostos”, afirmou Guardia. “Colocamos algumas alternativas do lado da receita, pois para corrigir distorções do sistema tributário podemos perder receitas que exigirão compensações”, explicou. Ele deu o exemplo da tributação das empresas, que no Brasil é a maior do mundo. Para aumentar a produtividade e reduzir impostos sobre as empresas, porém, o governo teria de buscar compensações, afirmou o ministro.

“E tem benefícios tributários com os quais não concordamos”, disse, acrescentando que “hoje existe isenção para aplicação em LCI e LCA, isso não vai afetar a população, só aquela parcela que tem acesso a esses produtos, então dizemos que deveria tributar, ser igual para todo mundo, o que não significa aumentar o imposto de quem está nos ouvindo”, destacou. “É simplesmente um tratamento tributário uniforme”, acrescentou.

Não há, porém, garantias de que as propostas feitas pelo ministro serão aceitas pela nova equipe econômica, que já discordou em diversos pontos da atual, incluindo a reforma da Previdência proposta pelo governo de Michel Temer. Além disso, a tributação sobre LCI e LCA afetaria os dois bancos federais, o Banco do Brasil (SA: ), que usa as LCA para financiar a atividade do agronegócio, e a Caixa Econômica Federal, que usa as LCI como fonte de recursos para o crédito imobiliário. Sem o incentivo fiscal, o interesse por esses papéis cairia bastante e os setores poderiam perder recursos mais baratos para se financiar.

Já houve uma tentativa de eliminar a isenção desses papéis durante o governo de Dilma Rousseff, uma vez que eles acabaram provocando distorções no mercado, atraindo recursos de outros investimentos, especialmente fundos. A situação foi parcialmente resolvida com a definição de prazos mínimos de aplicação mais longos.

Além da LCI e da LCA, as Letras Hipotecárias, os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e do Agronegócio (CRA) e os fundos imobiliários são isentos de imposto hoje, sem contar a caderneta de poupança. Caso passem a pagar imposto de renda, as LCI e LCA estariam sujeitas a tributações de 22,5% sobre o rendimento até seis meses, 20% de seis meses a um ano, 17,5% de um ano a dois e 15% acima de dois anos.

Por Arena do Pavini


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