Agronegócios: A queda nos preços dos grãos

Dia 10 de novembro, no Brasil, comemora-se o DIA DO TRIGO. Porém, está difícil para comemorar.
 
Fonte: G1 – Queda no preço dos grãos reflete no trabalho das transportadoras do PR – notícias em Agronegócios
 
Edição do dia 10/11/2014 05h58
Atualizado em 10/11/2014 06h51

Queda no preço dos grãos reflete no trabalho das transportadoras do PR

Preços estão baixos e a safra armazenada a espera de uma reação.
Com poucos negócios, muitos caminhões estão parados.

Por Graziela Castilho
Do Globo Rural

O plantio de soja no Paraná está mais lento na comparação com o mesmo período do ano passado por causa da chuva irregular. Mas o que preocupa o setor é o preço dos grãos. Os negócios estão fracos e isso influencia também nas transportadoras.

Os agricultores paranaenses trabalham no plantio da soja, mas os silos ainda estão carregados com grãos da safra passada. Um grande responsável por este cenário é a queda nos preços do grãos.

Para ter uma ideia, em março deste ano, a saca de soja valia R$ 63,36, em setembro caiu para R$ 53,38, e agora, a média gira em torno de R$ 59. Já o milho, que era vendido a R$ 23,29, baixou para R$ 17,82.

Quem tem silo reserva cerca de 30% da produção para aproveitar os melhores preços. Em um deles, 15% da safra passada está esperando pela venda. O número pode parecer pequeno, mas a questão é que se juntar o montante de todos os produtores, os grãos acabam pesando no bolso de quem trabalha com transporte.

Em uma transportadora, por exemplo, parte da frota não sai do pátio por causa da redução na comercialização dos grãos. “Em função dessa crise, da diminuição do transporte na área de commodities, que é área agrícola onde a gente atua, nós estamos com quase 10% dos caminhões parados”, explica Paulo Horth, proprietário da transportadora.

De acordo com o Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos, a situação pode ser ainda mais difícil porque o valor do frete despencou, aproximadamente 41%.

João Oliveira trabalha na boleia há 50 anos e diz que, pela primeira vez, teve de encostar o caminhão. “Faz 30 dias que estou parado e não tenho condição de tocar, vai dar prejuízo”, diz.

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