Paraná: Avisos de Compras Públicas e Licitações

Paraná publica avisos de compras públicas e licitações em rede social
Fonte: PiniWeb | Maria Emilia Staczuk | 26/Maio/2014
Lançada em fevereiro, a plataforma gratuita conta com quase 400 membros, entre prefeituras e prestadores de serviços

O Paraná está entre os três Estados brasileiros – junto com Santa Catarina e Mato Grosso – que já usam o Sistema UNI, rede social de cidades digitais, para publicar avisos de compras e licitações das prefeituras. Além da interação entre órgãos públicos e empresas prestadoras de serviços, a plataforma on-line também permite que as administrações municipais compartilhem seus projetos, ações e experiências na área da Tecnologia da Informação. Lançada em fevereiro, a rede social tem cerca de 400 membros, sendo que 30 deles são prefeituras.

Segundo o diretor da Rede Cidade Digital (RCD), responsável pelo Sistema UNI, José Marinho, a plataforma apresenta benefícios tanto para as prefeituras, quanto para as empresas. A divulgação das informações de compras municipais promove economia aos cofres públicos, pois amplia a concorrência, o que se traduz em preços menores e qualidade maior. Para as empresas prestadoras de serviços, é uma ferramenta de informação sobre os processos licitatórios em curso o que possibilita ampliar a participação de mercado.

O cadastro, gratuito, é a porta de entrada para a rede social. O acesso ao sistema se dá por meio de login e senha, recebidos por e-mail, após a confirmação dos dados do perfil. Com a liberação, é possível consultar informações sobre prestadores de serviços e prefeituras, mandar e-mail para os demais perfis cadastrados no sistema, visualizar comentários do Facebook e comentar nos perfis, além de acessar um mapa com mais de 500 localidades do país em que há políticas públicas voltadas à inclusão digital.

Perfis

O usuário poderá administrar uma página de cidade, utilizando o Cadastro de Município, ou de uma empresa/instituição, se for do ramo de serviços. O primeiro é direcionado a servidores públicos, como secretários de tecnologia, profissionais de Tecnologia da Informação (TI), servidores da área de planejamento urbano, administração e desenvolvimento tecnológico. Além de gerenciar a página de seu município no sistema, ele pode cadastrar toda a infraestrutura digital da sua cidade.

O Cadastro de Prestador de Serviços destina-se a empresas, organizações ou instituições que desenvolvem infraestrutura, produtos ou serviços para a cidades digitais. Nesse caso, o usuário pode divulgar as informações sobre as atividades desempenhadas por meio de seu perfil. Clique aqui e acesse o Sistema UNI.

Crônica de domingo

Maria Eugenia

 

Meu pai nunca se sentou nos bancos de uma faculdade. Há quase 30 anos, deixou o Rio de Janeiro e retornou a Dona Euzébia, na zona da mata mineira, onde nasceu e de onde saiu, com a família, para que meus irmãos e eu estudássemos na cidade. Na bagagem, carregava a seguinte certeza: queria construir uma casa para receber os filhos e os netos, e nela viver tranquilo. Mas não uma casa qualquer – ela precisava ter encanto e magia. O significado disso entendi aos poucos, durante a obra, e até mesmo anos mais tarde, quando ele já não estava mais entre nós. De mala e cuia, foi em busca de seu sonho. Comprou uns dois mil m2, às margens de um rio encachoeirado, cercado por colinas verdejantes. Com alguma ajuda, ergueu um pequeno cômodo, no qual dormia e olhava para o lugar, visualizando a morada. Depois de muitos rascunhos, saiu o desenho da construção de três pavimentos. O primeiro, na parte inclinada do lote, abrigaria um miniapartamento anexado a uma ampla varanda, destinada às festas em torno de uma extensa mesa, com as mais deliciosas comidas preparadas por minha mãe. No piso intermediário, ficaria a residência principal, contornada por outra varanda, que se alargaria na área da cozinha, formando uma espécie de alpendre. Seria o local para contar os “causos”. No terceiro andar, ele dispôs uma suíte e um terraço parcialmente coberto. À noite, um tapete de estrelas se encarregaria de formar o restante do telhado. E mais: de todos os cantos da casa, seria possível ver o sol escorregar atrás dos morros, deixando um rastro de luz dourada no rio. Meu pai chamou um arquiteto para cuidar do projeto, mas não sossegou. Juntou-se aos pedreiros e trabalhou como ninguém. Quando chegou a hora dos acabamentos, os filhos entraram em cena. Para ele, era importante que o espaço refetisse a gente. Assim, um deu o piso, o outro, os tijolinhos da parte externa, alguém providenciou as réguas de madeira para fechar a varanda, e por aí foi. Contribuí com as janelas e portas. A morada ficou charmosa e acolhedora, mas a história não acabou aí. Sem conhecer o termo “radiestesia” (hipotética sensibilidade a determinadas radiações, como energias emitidas por seres vivos e elementos da natureza ), ele saiu pelo terreno com uma varinha verde em punho. Dizia: “Onde ela começar a tremer, pode contar que ali tem água!”. De posse dessa sabedoria popular, encontrou o que procurava. Mandou furar o poço, e a fonte brotou pura e cristalina. Como arremate, pediu que cada um de nós plantasse uma árvore. O pomar cresceu. Os filhos, vindos de vários cantos, chegavam nas datas comemorativas, e tudo era uma grande alegria porque aquela casa, feita com amor e boas intenções, proporcionava isso. Tinha vida e alma, como meu pai havia sonhado.

*Lyna Barbosa é jornalista especializada em decoração, comportamento e autoconhecimento. Foi editora das revistas CASA CLAUDIA e ARQUITETURA CONSTRUÇÃO e comandou a revista BONS FLUIDOS, todas da Editora abril. Seu apartamento, em São Paulo, com uma deliciosa varanda repleta de plantas, também tem vida e alma.

Copa 2014: As despesas da Copa 2014

Custo da Copa equivale a um mês de gastos com educação – 23/05/2014 – Poder – Folha de S.Paulo

GUSTAVO PATU
DIMMI AMORA
FILIPE COUTINHO
DE BRASÍLIA |23/05/2014 | 02h00

Mesmo mais altos hoje do que o previsto inicialmente, os investimentos para a Copa representam parcela diminuta dos orçamentos públicos.

Alvos frequentes das manifestações de rua, os gastos e os empréstimos do governo federal, dos Estados e das prefeituras com a Copa somam R$ 25,8 bilhões, segundo as previsões oficiais.

O valor equivale a, por exemplo, 9% das despesas públicas anuais em educação, de R$ 280 bilhões.

Em outras palavras, é o suficiente para custear aproximadamente um mês de gastos públicos com a área.

A comparação deve ser relativizada porque haverá retorno, no futuro, de financiamentos. O Corinthians, por exemplo, terá de devolver os recursos que custearam o Itaquerão. Além disso, os gastos da Copa começaram a ser feitos há sete anos –concentrados nos últimos três.

Isso não quer dizer que as cifras sejam corriqueiras: num país em que os governos privilegiam a área social e têm pouca sobra para investir, são raros os projetos que mobilizam tantos recursos.

O mundial e as despesas do governo

Fonte: Folhapress: Mario Kanno

O mundial e as despesas do governo

Na lista dos grandes empreendimentos, a Copa custará o triplo do que se planeja gastar na controversa transposição do rio São Francisco, exclusivamente em verbas do Orçamento federal.

Como os números ainda devem ser atualizados, é provável que se aproximem mais dos R$ 30 bilhões da usina de Belo Monte (PA), a maior obra de infraestrutura financiada pelo governo Dilma Rousseff.

No pacote da Copa, as despesas mais questionadas têm sido os R$ 8 bilhões destinados aos estádios. Os gastos restantes são, na maior parte, com projetos de transporte urbano, aeroportos e portos.

Esse conjunto de obras de infraestrutura custará ao menos R$ 4,5 bilhões acima das previsões iniciais, segundo levantamento feito pela Folha.

As variações mais expressivas estão nos aeroportos, cujo valor total estimado chega a R$ 6,2 bilhões, numa expansão de R$ 1,7 bilhão –R$ 900 milhões só em Guarulhos.

No caso dos estádios, o custo total calculado de início era de R$ 5,9 bilhões. De lá para cá, a conta subiu 36%.

O maior exemplo é o Mané Garrincha (Brasília), que foi de R$ 745 milhões para R$ 1,4 bilhão. O Tribunal de Contas (DF) apontou irregularidades, contestadas pelo governo.

Os gastos atuais desconsideram 11 obras retiradas da lista, mas que seguem sendo tocadas com verba do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A retirada ocorreu porque as obras não ficariam prontas a tempo.